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terça-feira, 9 de julho de 2013

ENTÃO, QUANDO FOR À PARIS ....

.. não esqueça do seu querido ancestral, Louis Coste, que serviu na "Grand Armée" de Napoleão, aproximadamente entre 1802 e 1811. Veja com outros olhos, lugares que antes faziam parte da história mundial e agora também fazem parte da sua história familiar.

No  Hôtel des Invalides, ou simplesmente Les Invalides, visite o Musée de l'Armée. Para informações clique aqui.

Entre os sete espaços principais que fazem parte do Museu não deixe de visitar o Départment Moderne, em que parte do acervo diz respeito ao período napoleônico e o Domê des Invalides com a Tombeau de Napoleon.

1979 - do lado esquerdo tetraneta brasileira de Louis Coste

Visite o Arc de Triomphe e  não esqueça que ele foi construído a pedido de Napoleão Bonaparte em comemoração à vitória na Batalha de Austerlitz (1806), onde o Regimento a que pertenceria  Louis Coste, esteve presente.

2012 - hexaneto brasileiro de Louis Coste no Arco do Triunfo

Procure conhecer o Musée de l'histoire de France, em cujo acervo  estão obras representativas de batalhas e situações em que participou o 100° Regimento de Infantaria de Tulle (Corrèze): Ulm, Austerlitz, Eylau, .... Atualmente está alojado no Hôtel de Soubise com previsão de transferência para Versailles. 

E falando em Napoleão, se você tiver tempo sobrando e gostar de uma fofoquinha, vá visitar Château de  Malmaison, residência de Josephine. Essa mesmo ... foi depois de se divorciar dela, que Napoleão casou com a jovem princesa austríaca Marie-Louise,  irmã de nossa querida imperatriz Leopoldina.


O casamento religioso de Napoleão I° e Marie-Louise no Salão Carré do Louvre em 02 de abril de 1810, autor: Georges Rouget, acervo do Musée national du Château de Versailles.

Bom, e dê uma passadinha no Château de Versailles, também.

Continue seu passeio parisiense pelos endereços de Joseph Robert, bisneto de Louis Coste e filho de Jacques Robert. Joseph voltou à França para servir na I Guerra Mundial. Em breve.


terça-feira, 2 de julho de 2013

TURISMO EM CAMPOS DE BATALHA



Uma modalidade de turismo bastante comum na Europa é o turismo em campos de batalha.

Quem quer pisar onde Louis Coste pisou, pode começar o planejamento de sua viagem lendo o relato  de alguns aficionados, como :


Você também pode organizar sua viagem a partir de informações do site Napoleonguide. Muito legal !!!

Se gosta de livros e quiser ler alguma coisa mais específica, pode começar com:
  • Le Guide Napoleon de Alain Chappet e outros
  • e The Campaigns of Napoleon, de David Chandler, parte disponível on-line aqui

Em todo o caso, se a preguiça bater e o dinheiro sobrar, pode tentar a Cultural experience, uma agência especializada em turismo em campos de batalha.



Algumas cidades promovem a recriação histórica de batalhas, entre outras coisas para fomentar o turismo. A batalha de Albuera em Badajoz, Extremadura na Espanha, é um exemplo. Essa recriação faz parte do calendário turístico da cidade e neste ano (2013) ocorreu em meados de maio.

Para saber mais sobre a recriação da batalha de Albuera, clique aqui.

Para saber sobre recriações históricas em outras cidades, visite esse  site, que  é de uma associação especializada e que divulga um calendário com seus eventos. Esse site é de outra associação especializada que também divulga uma agenda.

Boa viagem e divirta-se !!!

Fotos:
A primeira  é  do campo de batalha de Waterloo, daqui.
A segunda foto é daqui.




terça-feira, 25 de junho de 2013

E LAPLEAU, VASSEJOUX, SAINT-MERD-DE-LAPLEAU? COMO SÃO?




Quer conhecer Lapleau ?? Passeie pela vila com este vídeo ...




interior da igreja de Lapleau

Para saber mais sobre a Eglise de Saint-Etiènne de Lapleau, clique aqui.


Castelo de Rouby, também em Lapleau, do Panoramio. Veja as assinaturas no casamento de Jeanne e Louis Coste, no nascimento do filho Leonard, ... ah !! a elite ...

Outras informações e fotos do povoado aqui e aqui.

Você sabia que existe uma Mazurka tradicional de Lapleau ? 





Seguindo para Vassejoux:



Saindo de Vassejoux em direção à vila de Soursac surge o Viaduc des Roches Noirs, ferroviário,  construído sobre o rio Luzège, inaugurado em 1913 e desativado em 1959.



Retornando por Saint-Merd-de-Lapleau:



Ainda em Saint-Merd-de-Lapleau, às margens do rio Dordogne ...

Pont du Chambon








Hotel Au Rendez-Vous des Pecheurs

E por essa linda região, circularam seus ancestrais, os Coste, os Vergne, os Teil, os Bardot ...






terça-feira, 18 de junho de 2013

CONHECENDO L'ECHAMEL E LAVAL-SUR-LUZÈGE

A família Coste circulou por pequenas vilas no departement de la Corrèze. A maioria nasceu, cresceu e faleceu em L'Echamel, um pequeno povoado que pertence à Laval-sur-Luzège. Tão pequeno povoado que não tem igreja. Os batismo, casamentos e óbitos eram feitos na igreja de Laval-sur-Luzège, na Église de San Martin-de-Tours. 
Andavam por outras pequenas vilas, também. Lapleau, Vassejoux, Valeix (família Vergne), Saint-Merd-de-Lapleau, todas muito próximas. Vamos conhecer essa região ??



Em vermelho, o departement de la Corrèze, na França, daqui. No mapa abaixo, que destaca la Corrèze, a região citada está marcada com círculo preto. 

Para matar a curiosidade:  o departement de la Loire, onde se localiza a cidade de Saint-Etiènne é o de n° 42.



La Corrèze está dividida em cinco regiões, a região de Lapleau está em azul, é o vale e margens do rio Dordogne, a comune de Saint-Merd-de-Lapleau alcança as margens do rio Dordogne e a comume de Laval (atual Laval-sur-Luzège) está próxima ao rio Luzège (afluente do Dordogne). 

Abaixo, no GoogleEarth:





Agora que você se localizou, que tal um passeio mais específico ?? Vamos começar por L'Echamel, onde nasceram Louis Coste e seus filhos.

Village de L'Échamel, Comune de Laval (atual Laval-sur-Luzège), Canton de Lapleau, Departament de la Corrèze:





                                         
Andando mais um pouco encontramos a pequena comune de Laval-sur-Luzège :


Vista geral da cidade de Laval-sur-Luzège, em cartão postal do início do séc. XX, na parte de baixo à direita a pequena igreja com dois sinos.


A pequena igreja de Laval, Église Paroissiale Saint-Martin-de-Tours, com o cemitério em frente, onde foram realizados  batizados, casamentos e óbitos da família Coste.

Na frente da igreja está afixado o seguinte painel, com uma planta da igreja:



"Laval ou "le Val graciosa", como era chamada, esta às margens do Luzège "o rio brilhante". O Luzège é um afluente do Dordogne.

Alguns detalhes da aquitetura:
Laval tem um caráter medieval.
A igreja românica (séc. XII) é dedicado a St. Martin (Saint-Martin-de-Tours), ela foi construída dentro do cemitério no pátio paroquial.
A torre dos sinos, típica, possui dois compartimentos, e é encimada por uma cruz.
O sinos datam de 1684.
Este tipo de torre tem a vantagem de economizar a construção de uma torre clássica de pedra e madeira, com manutenção mais cara. Na verdade, ela serve tanto como torre, quanto como  parede e como entrada.
O portão está decorado com capiteis com relevos de folhagens.
O transepto direito, mais recente (XV sec), é perfurada por aberturas. É um antigo pombal.
A fonte dos leprosos” é uma parte integrante da parede.

O interior:
O pavimento é em granito rosa e negro.
A fonte é hexagonal e em granito.
A nave é curvada, forrada com lambris e rebocada.
O coro foi construido sobre uma abobada.
A decoração do coro foi executada em 1783.

Não perca:
O presbiterio do séc XVII, é totalmente em ardósia e está restaurado.
A casa (particular) do sec XIV, totalmente em ardósia, ornada com clarabóias de estilo Henri IV nos arcos internos.
No caminho que vai até o rio Luzege : um sarcófago de granito de onde jorra água de uma fonte.
A igreja de Laval possui ainda uma caixa (santuário) e um relicario ostensório que está em exposição na igreja de Lapleau. Essas jóias da arte dos sécs.XII e XIII foram expostas no Louvre no ano de 1965 na exposição “Tesouros das Igrejas Francesas” e em 1992 no Museu de História Natural."

Para conhecer o patrimonio da igreja clique aquiAs duas peças, um relicário da segunda metade do séc XV e uma caixa do segundo quarto do século XIII, estão em Lapleau cerca 8 km de distância.
Foto do interior da igreja, aqui.

Abaixo a entrada de Laval-sur-Luzège (street view):


Vamos passear por Laval ?? Segue um vídeo da pequena vila, de março de 2013.



Outras fotos de Laval-sur-Luzège, clique aqui ou aqui.

A família Vergne, esposa de Louis Coste e mãe de Leonard é originária  de Valeix, uma localidade onde não existe uma vila propriamente dita, sendo basicamente rural.


terça-feira, 4 de junho de 2013

NIVÔSE, GERMINAL, O QUE É ISSO ??

Em 30 Nivose ano VII, Louis Coste casou com Jeanne Vergne, os avós de Marie Louise Robert.

A Revolução Francesa (1789) foi tão significativa em solo francês (como foi no mundo inteiro, também) que a Convenção de 05 de Outubro de 1793 instituiu um novo calendário, o Calendário Revolucionário (ou Republicano), retroativo a 1792. Esse calendário foi usado até 1805, quando foi cancelado por Napoleão em 01 de janeiro de 1806 e novamente passou a ser usado o  calendário gregoriano. Os princípios do calendário revolucionário são :

  • Ele começa retroativamente em 22 de setembro de 1792, data da implantação da República.

  • O ano é dividido em 12 meses de 30 dias.

  • Cada mês é dividido em 3 “décades” (10 dias).

  • São 5 dias adicionais (360+5) : os “sans-culottides” : Vertu (virtude), Génie (gênio), Travail (trabalho), Opinion e Récompenses.

  • O dia extra do ano bissexto era a festa da Revolução.



Os meses do calendário revolucionário são:

Primavera 
Germinal (mês da germinação) corresponde a março-abril
Flóreal (mês das flores) corresponde a abril-maio
Prairial (mês da pastagem) corresponde a maio-junho

Verão 
Messidor (mês da colheita) corresponde a junho-julho
Thermidor (mês do calor) corresponde a julho-agosto
Fructidor (mês das frutas) corresponde a agosto-setembro

Outono 
Vendémiaire (mês da colheita da uva) corresponde a setembro-outubro
Brumaire (mês da névoa) corresponde a outubro-novembro
Frimaire (mês da geada) corresponde a novembro-dezembro

Inverno 
Nivôse (mês da neve) corresponde a dezembro-janeiro
Pluviôse (mês da chuva) corresponde a janeiro-fevereiro
Ventôse (mês do vento) corresponde a fevereiro-março

Os anos revolucionários começam em 22 de setembro de 1792 (ano I) e vão até 23 de setembro de 1805 (ano XIV).

Se você encontrar mais algum documento francês datado com o calendário revolucionário e quiser fazer a conversão para o gregoriano, pode clicar aqui.

Para saber mais sobre o calendário revolucionário clique aqui.



terça-feira, 21 de maio de 2013

LOUIS COSTE - 7 - CRONOLOGIA




1782, 22 de março - nasceu Louis Coste em Echamel, Laval (Laval-sur-Luzège), Corrèze

1799, 19 de janeiro - casou com Jeanne Vergne.

1800, 19 de abril - nasceu seu primeiro filho, Antoine Coste, em Echamel.

1803 - foi para a Armée francesa de Napoleão Bonaparte (ou 1811 se for considerado o casamento do filho Leonard)

1810 - voltou para casa, sua mulher Jeanne Vergne engravidou novamente.

1811 - voltou à caserna.

1811, 9 de fevereiro - nasceu seu segundo filho em Echamel, Leonard Coste, o pai estava "absent pour les armées".

1818, 9 de junho - Antoine, o primogênito de Louis Coste, casou com Marguerite Meyroux em Saint-Merd-de-Lapleau, nesta ocasião Louis já estava "absent depuis quinze ans".

1830, 8 de outubro - faleceu Jeanne Vergne em Laval, no registro de óbito considerada a  viúva de Louis.

1838, 9 de julho - Leonard, o segundo filho de Louis Coste, casou com Charlotte Verchera em Saint-Etiènne, departament de la Loire. Na ocasião, o pai do noivo foi declarado morto pelos noivos e presentes.

Segundo informação obtida no Archives Departamentales de La Corrèze (Tulle) em março de 2013, os soldados mortos de Napoleão não tinham o registro de óbito.

Assim, os filhos de Louis Coste declaravam o falecimento do pai, por não terem um documento que atestasse esse falecimento.

Existem algumas relações de soldados mortos de Napoleão. Para os alistados na cidade de Tulle, caso de Louis Coste, essa relação está no Archives Departamentales de la Corrèze (porém não disponível on-line). Por ser considerado um período de pesquisa bastante extenso, não foi permitida a pesquisa nos documentos, nem mesmo pessoalmente. 

Alguns grupos de genealogia estão digitalizando essas listagens, porém não obtive sucesso em consegui-las. A partir delas se consegue o Regimento a que pertenceu Louis Coste e a data aproximada de sua morte ou desaparecimento. Uma das associações de genealogia que está fazendo esse trabalho é a Genealogie en Corrèze.

A Associoation Histoire du Premiere Empire, está colocando on-line, a listagem de militares mortos de Napoleão (não de soldados), veja aqui.

Para registros de soldados clique https://fr.geneawiki.com/index.php/Matricules_Napoloniéns_1802-1815

Para saber mais sobre  os soldados mortos de Napoleão:

  •  algumas informações médicas e estatísticas, leia o trabalho de Jêrome Croyet, aqui
  • outras informações sobre formas de sepultamento dentro e fora do campo de batalha, você pode ler no trabalho de Catherine Rigeade, aqui

1843, 14 de fevereiro - nasceu Maria Louise Coste em Saint-Etiènne, filha de Leonard Coste.

1864, 6 de fevereiro - Marie Louise casou com Jacques Robert em Saint-Etiènne.

1873 - o casal e mais 3 filhos imigrou para Curitiba, Paraná, Brasil






terça-feira, 14 de maio de 2013

LOUIS COSTE - 6 - DOCUMENTOS


Em 1838 foi a vez de Leonard Coste casar com Charlotte Verchera (pais de Marie Louise Robert). Leonard em seu casamento declarou que seu pai, Louis Coste, estava "absent depuis environ 27 ans et presumé décéde´d'aprés l'affirmation tant des parties que des témoins bas dénommés" (com grifo verde) ou seja, que seu pai estava desaparecido por 27 anos (portanto desde 1811) e presumivelmente morto, conforme a afirmação tanto dos noivos e como das testemunhas que assinaram o ato de casamento, inclusive seu irmão Antoine Coste (com grifo vermelho).

Observar que Antonio Coste declarou no próprio casamento, que seu pai, Louis Coste, estava ausente desde 1803 e no casamento de seu irmão declarou que o mesmo estava ausente desde 1811 (nascimento de Leonard Coste).




Casamento de Leonard Coste e Charlotte Verchera (pais de Marie Louise Robert nascida Coste), Archives de la Loire, Saint-Etiènne, Loire, 1838, pp. 56/206 

236. L’an mil huit cent trente huit (1838) le neuf (9) juillet, à midi (12h), par devant nous adjoint (adjoint au maire) et officier de l’état-civil de la ville de Saint-Etienne (Loire), sont comparus. Sr (Sieur = Monsieur) Léonard COSTE ouvrier fabriquant de parapluiesrue neuve, né en la commune de Laval (Corrèze),le neuf (9) février mil huit cent onze (1811), fils majeur (donc âgé de plus de 25 ans pour 1811) et légitime (ses parents sont mariés) de Louis, absent depuis environ 27 ans et présumé décédé, d’après l’affirmation tant des parties (les deux mariés et leurs parents présents) que des témoins bas dénommés (cités en bas de l’acte) et à Jeanne VERGNE décédée audit Laval le huit (8) octobre dix huit cent trente (1830), ayant déclaré n'avoir aucun aïeuls (grands-parents ou arrière-grands-parents) vivants et D=elle (demoiselle) Charlotte VERCHERA, tailleuse demeurant avec ses père et mère rue neuve, née en cette ville le huit (8) avril dix huit cent vingt et un (1821), fille mineure (âgée de moins de 25 ans en 1811) et légitime à Jean Louis VERCHERA marchand, ci (ici) présent et consentant et Marcelline GRANGER. Lesquels nous ont requis de procéder à la célébration de mariage projetté (projeté) entre eux dont les publications ont été faites et affichées conformément à la loi, et sans opposition, les 24 juin dernier (24 juin 1811) et 1er premier du courant ( premier jour du mois en cours donc 1er juillet 1811).
Faisant droit à leur réquisition, après avoir donné lecture des actes susdits datés et des chapitres six (6) du titre du Code civil (texte de loi) intitulé «du mariage» nous avons demandé aux futurs époux s’ils veulent se prendre pour mari et pour femme. Chacun d’eux ayant répondu séparément et affirmativement (nous) déclarons au nom de la loi que les dits Léonard COSTE et Charlotte VERCHERA sont unis par le mariage, de tout quoi (à partir de tout cela) avons dressé (écrit) et lu ledit acte en présence (sont témoins) des sieurs:
Antoine COSTE, 38 ans, cordonnier (fabrique des chaussures), frère à l'époux
Antoine RENAUDIE 22ans,
Jean SERAT 30 ans,
Jean CHALIMON 40 ans
Tous cordonniers, résidents en cette ville dont deux (2) et les parties (les mariés) ont signé avec nous, non les deux autres (témoins) pour ne le savoir de ce enquis (quand nous leur avons demandé)
(ass) Charlotte Verchera, 
Coste, Renaudie, Chalimon, Verchera, Verchera, et Valentin (adjoint au maire, officier d'état civil)

Transcrição feita gentilmente pela senhora Corinne Durand do grupo de genealogia Yahoo GenCorreze.

(No ano de 1838, no dia 09 de julho ao meio dia, perante nós, vice-prefeito e oficial escrivão da cidade de Saint-Etienne, compareceram: Leonard Coste, trabalhador em fábrica de guarda-chuva, rua Nova, nascido na cidade de Laval (Corrèze) dia 09 de fevereiro de 1811, filho maior e legítimo de Louis, ausente por vinte e sete anos e dado como morto de acordo com afirmação tanto das partes como das testemunhas abaixo denominadas e de Jeanne Vergne falecida na citada Laval dia 08 de outubro de 1830 e declarou não ter antepassados vivos e a Senhorita Charlotte Verchera, costureira, residentes com seu pai e mãe na rua Nova, nascida nesta cidade dia 08 de abril de 1830, filha menor e legítima de Jean Louis Verchera, comerciante, aqui presente e concordante e Marceline Granger. Que nos solicitaram proceder a realização do casamento planejado entre eles, que as publicações foram feitas e afixadas conforme a lei e sem oposição de 24 de junho último até 01 do corrente. Por direito à sua requisição, após a leitura dos atos referidos e do capítulo 6 do Código Civil intitulado “do Casamento”, nós perguntamos aos futuros esposos se desejam se tomar como marido e mulher. Cada um deles respondeu separadamente e afirmativamente e nós declaramos em nome da lei que os citados Leonard Coste e Charlotte Verchera, estão unidos pelo matrimônio, a partir de tudo que foi escrito e lido, o referido ato, na presença das testemunhas : 
Antoine Coste, 38 anos de idade, sapateiro, irmão do noivo
Antoine Renandier, 22 anos
Jean Serat, 30 anos, também sapateiro
Jean Chalimon, 40 anos
todos sapateiros, residentes nessa cidade, onde dois e as partes assinarão conosco, e outros dois, não (assinarão) por não saberem o que se pediu.)

Em 1830 faleceu a mulher de Louis Coste, Jeanne Vergne, dia 08 de outubro em Laval-sur-Luzège. No  óbito, Jeanne é "viúva de Louis Coste".



Para visualizar original, clique aqui, procure em Laval, os óbitos (décédé) de 1830, pp. 88/281.









terça-feira, 7 de maio de 2013

LOUIS COSTE - 5 - DOCUMENTOS






Em 09 de junho de 1818 casou o primogênito de Louis Coste, Antoine Coste com Marguerite Meyvaux em Saint-Merd-de-Lapleau. Em seu casamento declarou que era filho legítimo de Louis Coste, e que este se encontrava “absent depuis quinz ans” (com grifo verde)ou seja, ausente desde 1803.




Mariage de Antoine Coste (parte), 09 de junho de 1818, Archives de la Corrèze, em Saint-Merd-de-Lapleau, pp. 153/234.

Se o início do serviço militar de Louis Coste ocorreu em 1803, passados sete anos, o término seria em 1810. Era comum, também, amplas licenças para os soldados, que podiam permanecer em casa por alguns meses. Por um motivo ou outro, entre dois períodos militares ou durante uma licença, Jeanne Vergne  engravidou novamente.

Em 09 de fevereiro de 1811 nasceu na vila de Laval (atual Laval-sur-Luzège) no departamento de Corrèze, Leonard Coste (pai de Maria Louise Robert), o segundo filho de Louis Coste. Seu nascimento não foi declarado por seu pai, que na ocasião estava "absent pour les armées" (ausente pelo exército, com grifo verde) ou seja, o pai, Louis Coste, estaria em sua casa por volta de junho de 1810 (provável início da gravidez) e teria voltado à caserna antes de fevereiro de 1811 (nascimento do bebê). 

É dificil contestar a legitimidade da paternidade de Louis Coste, já que o nascimento foi declarado por uma terceira pessoa, a senhora Louise Terrade  acompanhada de duas testemunhas, o senhor Leonard Dueroze e o senhor Antoine Chalimont (com grifo vermelho).




Naissance de Leonard Coste – fill de Louis Coste, 09 de fevrier de 1811 Archives de la Corrèze, em Laval, pp. 58/132.

L’an mil huit cent (1811), le 9 du mois de février, à trois heures du soir (15h), par devant nous Guillaume ROUBY, maire, officier de l’état-civil de la commune de Laval, canton de Lapleau, département de la Corrèze, est comparu Louise TERRADE de l’état de cultivateur (cultivatrice car c’est une femme), demeurant au village de Lerbeil commune dudit Laval, laquelle nous a déclaré que ce jourd’hui (aujourd’hui) à huit (8 h) heures du matin, est né un enfant du sexe masculin, en la maison de Louis COSTE, sise au village de Lechamel commune dudit Laval, qu’elle nous a présenté (elle a amené le bébé à la mairie) et auquel elle a donné le prénom de Léonard, lequel enfant est né de Louis COSTE, de l’état de cultivateur du village de Lechamel, absent pour les armées (il faisait son service militaire qui durait 7 ans à cette époque) et de Jeanne VERGNE, son épouse, aussi de l’état de cultivateur (cultivatrice), dmeurant audit Lechamel.
La didite déclaration faite en présence de Léonard DUEROZE, trente deux (32) ans, et d’Antoine CHALIMONT, âgé de cinquante trois (53) ans, cultivateurs demeurant audit village de Lechamel. Et ont les déclarants et témoins déclaré ne pouvoir signer (ils ne savent pas signer) faute de savoir écrire ; le présent acte de naissance après qu’il leur en a été fait lecture, et avons signé (le maire a signé = il écrit « nous » mais c’est «je»)
(ass) ROUBY


Transcrição feita gentilmente pela senhora Corinne Durand do grupo de genealogia Yahoo GenCorreze.


(No ano de 1811, a 9 de fevereiro, as três horas da tarde, perante nós Guillaume Rouby, prefeito oficial escrivão da comuna de Laval, cantão de Lapleau, departamento de Corrèze, compareceu Louise Terrade, agricultora, moradora na cidade de Lerbeil, comuna da citada Laval, que nos declarou que hoje as 8 horas da manhã, nasceu uma criança do sexo masculino, na casa de Louis Coste, na vila de Lechamel comuna da citada Laval, que nos foi apresentada* e que recebeu o nome de Leonard, que a criança é nascida de Louis Coste, agricultor da vila de Lechamel, ausente pelas armas e de Jeanne Vergne, sua esposa, também agricultora, morada na dita Lechamel. A presente declaração doi feita em presença de Leonard Dueroze, 32 anos e de Antoine Chalimont de 53 anos, agricultores em Lechamel. E tanto a declarante quanto as testemunhas não podem assinar por não saberem escrever, o presente ato de nascimento após ter sido feito e lido, foi por nós assinado.)


terça-feira, 9 de abril de 2013

LOUIS COSTE - 1 - LE GRAND-PAPA DE MARIE LOUISE

"... se eles são famosos, sou Napoleão
mas louco é quem me diz, e não é feliz ...."        

 (Arnaldo Baptista e Rita Lee, Balada do Louco)



Leonard Coste e Marguerite Theit (Teit) eram dois agricultores da comunidade de L'Echamel em Laval (hoje Laval-sur-Luzège) no departamento de Corrèze. Tiveram dois filhos, Louis Coste nascido em 23 de março de 1782 e Antoine Coste nascido em 14 de outubro de 1785.

Carte de Cassini - Lapleau - Laval - Echamel
O mapa de Cassini, foi feito a pedido de Louis XV entre os anos 1750 e 1815. É um mapeamento de toda a França em 182 folhas na mesma escala, foi iniciado pelo pai e concluído pelo filho. Esse mapa está ligado ao google earth numa interessante, útil e linda ferramenta para pesquisadores. Aqui o para link consulta gratuita.


em L'Echamel, Laval-sur-Luzège, Corrèze, Limousin, março de 2013

O engenheiro Victor Considérant em viagens à zona rural francesa, escreveu em 1834: 
"É preciso ver Champanha e Picardia, Bresse e Nivernais, Sologne, Limousin, Bretanha, etc.. e vê-los de perto. Ali existem cômodos que são a cozinha, a sala de jantar, o dormitório, para todos, pai, mãe e filhos ... São ainda adega e celeiro; algumas vezes estábulo e galinheiro. O dia chega por aberturas baixas e estreitas; o vento passa sob as portas e caixilhos desconjuntados; assovia através dos vidros enegrecidos e quebrados, quando há vidros ... pois há providências inteiras em que o uso do vidro é praticamente desconhecido. É um lampião untusoso e fumarento que ilumina, em algumas ocasiões - em geral, é o fogo. O chão é de terra, desigual e úmida. Aqui e ali há poças. Você pisa nelas. As crianças de pouca idade nelas se arrastam. Eu, que vos falo, vi patos procurando alimento nessas poças !" (grifo meu)
Fonte: Perrot, Michelle e outros - História da vida privada 4 - São Paulo: Cia da Letras, 1991, p. 350.


Família de Camponeses, dos Irmãos Le Nain
Acervo do Museu do Louvre

Em 19 de janeiro de 1799 (30 Nivose ano VII) com 17 anos, o filho mais velho de Leonard, o lavrador Louis Coste, casou com Jeane Vergne na época com 27 anos, de Valeix, comune de Lapleau, próxima a Laval. Em 1800 nasceu o primeiro filho do casal, Antoine, dia 19 de abril de 1800 (29 Germinal ano VIII).


Casamento de Louis Coste e Jeanne Vergne

Casamento de Louis Coste e Jeanne Vegne, Lapleau, 1798-1802, pp. 116/348, disponível em www.archives.cg19.fr

Aujourd’hui trentième (30) nivôse an sept (7) de la République française, Une et indivisible, à onze (11) heures du matin, par devant moi Martial EYXGUESPARCE (?) président de l’administration municipale du canton de Laplau (Lapleau), département de la Corrèze, sont comparus publiquement dans la maison commune pour contarcter mariage, d’une part, le citoyen Louys (Louis) COSTE, âgé de 17 ans, habitant de Lechamelcommune de Laval,
Fils de Léonard COSTE et de Marguerite TEIL, habitants de Lechamel comune (commune) de Laval
D’autre part, la citoyenne Jeanne VERGNE, âgée de vingt sept (27) ans, habitante de Valeyx (Valeix) comune (commune) de Lapleau,
Fille d’Antoine VERGNE et de feu (décédée) Louise BARDOT
Lesquels futurs conjoints étoient (étaient) accompagnés des citoyens
Antoine VERGNE, cultivateur, du lieu de Valeyx commune de Lapleau, père à la future expouse (épouse), de
Léonard COSTE domicilié de Lechamel commune de Laval, père au futur expiux (époux), de
Pierre ROUBY domicilié du lieu de Peut commune de Laval, ami des parties (des époux), de
Etienne CONTI (? ou COSTE ?) domicilié du lieu du Vinial commune de Laval, parent du futur époux (le lien de parenté n’est pas précisé)

Moi Marichal (Martial) EUGUEPERSE
Président de la susdite Administration municipale, après avoir fait lecture en présence des parties et des témoins,
1° de l’acte de naissance de Louis COSTE en date du vingt trois mars mil sept cent quatre vingt deux (23 mars 1782) qui constate qu’il est né le vingt deux dudit mois même année (22 mars 1782) du légitime mariage de Léonard COSTE et de Marguerite TEIL ci-dessus dénommés;
2° de l’acte de naissance de Jeanne VERGNE en date du vingt mars mil sept cent soixante dix (27 mars 1770) portant que la dite VERGNE est née le même jour que dessus, du légitime mariage de Antoine VERGNE et de feu (décédée) Louise BARDOT
3° de l’acte de publication de promesse de mariage entre les futurs conjoints publié et affiché, conformément à la loi, le vingt (20) du présent moy(mois) par Pierre ROUBY, adjoint municipal de la commune de Laval, et par Joichain (Joachim ?) GRENIER agent municipal de Lapleau
4° du consentement verbal de Léonard COSTE père au futur
Après aussi que lesdits Louys COSTE et Jeanne VERGNE ont eu déclaré à haute et intelligible voix se prendre mutuellement pour époux, j’ai prononcé, au nom de la loi, que Louys COSTE et Jeanne VERGNE sont unis en mariage, et j’ai rédigé le présent acte en présence des parties et des témoins, qui ont déclaré ne savoir signé, sauf de Pierre ROUBY qui a signé avec nous
Fait en la Maison commune de Lapleau les jour, mois et an que dessus.
(ass) EYXGUEPERCE Pdt (Président)
ROUBY Témoin

Transcrição feita gentilmente pela senhora Corinne Durand do grupo de genealogia Yahoo GenCorreze.

Em 5 de setembro de 1798 (19 frutidor ano VI ) a Lei Joourdan-Delbrel institucionaliza o serviço militar obrigatório na França revolucionária. Por essa lei todo jovem entre 20 e 25 anos deveria se alistar, solteiro ou viúvo sem filhos, que tivesse mais de 1,54m de altura.  Seria escolhido através de um sorteio e poderia ser substituído por outro rapaz.

Em março de 1802, Louis Coste completou 20 anos e deveria portanto, se alistar no exército francês. Por ser casado e com filho, teoricamente deveria estar fora das fileiras, mas provavelmente não foi o que aconteceu. Se não foi ele mesmo sorteado, alistou-se no lugar de algum rapaz sorteado que tivesse condições financeiras de pagar um substituto, o que era bem comum na época. As famílias com mais posses pagavam para alguém mais pobre servir no seu lugar. Os mais pobres recebiam, além o valor da substituição, o garantido soldo mensal do exército.

Aqui no Brasil a figura do substituto também existiu, notadamente na Guerra do Paraguai (1864-1870).

Residente em Laval, Louis Coste teria se alistado na cidade de Tulle, a principal do departamento de Corrèze. Em tempos de guerra o serviço militar era de sete anos.