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terça-feira, 27 de maio de 2014

FERNANDES, PRIMEIRO DOS ONZE

Fernandes Robert nasceu em 25 de outubro de 1900 na cidade de Curitiba. Filho primogênito de Antonio Robert e Helena Gerber, ambos nascidos e residentes em Curitiba. Antônio, filho dos franceses Jacques Robert e Marie Louise Coste e Helena Gerber, filha dos prussianos Johann Friedrich Gerber e Albertine Bunde.

os irmãos Geraldo e Fernandes em 1903

Fernandes  começou a trabalhar na Estrada de  Ferro do Paraná aos treze anos de idade.  Provavelmente aí trabalhou até sua ida para o Exército em 1922.


1. seu pai Antônio Robert, 2. Fernandes

Em maio de 1922, aos vinte e dois anos, foi incorporado ao Exército Brasileiro como sorteado na 2ª Companhia de Pontoneiros do 5º Batalhão de Engenharia de Curitiba, onde serviu até maio de 1923, saindo como cabo serralheiro.



No verso da foto está escrito:  "Humilde recordação da caserna, 1922, 5° Batalhão de Engenharia, 2ª Companhia de Pontoneiros". Pontoneiros são os construtores de pontes. Fernandes está a direita, onde tem uma marca de caneta, não sei onde se localizava esse batalhão.

Depois da baixa no Exército, Fernandes trabalhou como torneiro mecânico em algumas empresas do ramo, como a Todeschini e a Metalúrgica Müller (localizada no prédio do atual shopping Müller).

s/data - daqui

Em setembro de 1939 cadastrou-se no Departamento Nacional do Trabalho obtendo sua Carteira Profissional, sendo  registrado por Eduardo Schinzel, posteriormente Metalúrgica Schinzel, onde terminou sua vida profissional.



Passeio em família,  ao fundo Anna Estela Rüher Robert (com lenço), Fernandes Robert, dois rapazes não identificados (o de roupa clara parece ser o irmão de Fernandes, Durval), Lourdes (filha) ao centro, do lado esquerdo,  Irene (prima de Fernandes, filha de Luiz Robert) e duas crianças (década de 40).

Mais sobre Fernandes Robert, clique aqui e aqui.

Fernandes faleceu aos 49 anos de idade, dia 12 de abril de 1950, na cidade de Curitiba, tendo sido sepultado no Cemitério Municipal da Água Verde.


terça-feira, 5 de março de 2013

BEHRINGER, UHLMANN, JACOBI, RÜHER - FESTA !!!



Está sendo organizado o “2° Encontro da Família Behringer”.

Convidados: todos os descendentes da Johann Wilhelm Behringer, ou seja, os Behringer, Bäringer, Bäring, os Uhlmann, os Männchen, os Rüher, os Jacobi, os Krüger, os Eger, ou quem tenha tido uma mãe, avó, bisavó … com esses nomes; de Santa Catarina e adjacências, de perto ou de longe; enfim, nosso convidado especial é você.

Objetivo: aproximar, trocar informações e experiências, pura diversão e principalmente, saber do que duas pessoas e 161 anos são capazes.

Quando: dia 09 de novembro de 2013 (informações abaixo)

Onde: Pomerode em Santa Catarina

Organização do evento: Helmtraut Bäringer Pereira (Curitiba-Pr)

Informações: helmtraut@hotmail.com

Para conhecer Pomerode: pomerode.sc.gov.br
                                  vemprapomerode.com.br

NOVO DIA PARA A FESTA: 23 de novembro a partir das 18 horas
Armalwee - Restaurante Maass
Rua Concórdia, 100 - Testo Rega
Telefone: (47) 3395-1355
e-mail: restaurantemaass@hotmail.com

Na festa serão oferecidos  pratos típicos alemães como marreco recheado, eisbein e chucrute, acompanhados de boa música alemã.

Preço: R$ 28 por pessoa, bebidas e serviço (garçon) a parte
           o total deve girar em torno de R$ 35,00 reais por pessoa
           os preços ainda estão sendo negociados

Serve chopp Warsteiner e cerveja Erdinger.

Agumas  informações do restaurante aqui e aqui.

Algumas fotos da cidade, aqui.




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

ATUALIZAÇÃO - RÜHE, RÜHEE OU RÜHER ???


Com tantas grafias diferentes, qual será a correta ?? Ou a primordial ??

A referência mais antiga a esse sobrenome que encontrei, com grafia similar ao que está sendo usado atualmente, foi no batizado do pequeno Gustav (meu bisavô), filho caçula do imigrante Johann Hermann em 1861, na Pomerânea.



Aí, o pastor escreveu "Rühee" com dois "e".

Em 1864, por ocasião da chegada da família ao Brasil, na lista de desembarque de passageiros transcrita  pelo  Arquivo Histórico de Joinville, o nome da família aparece como "Rühe" com apenas um "e".

Em 1875, por ocasião do casamento de Otto Anton, o pastor em São Leopoldo-RS, escreveu Rühee, com dois "e", E assim Otto e descendência são conhecidos até os dias de hoje.

Em 1894, por ocasião da quitação de seu lote em Blumenau, Gustav Richard assina "Rühe" com apenas um "e".



Em 1914, em seu casamento, a filha Maria, assina "Rühe" com apenas um "e",
ainda em 1914, no casamento de Richard Luis, o pastor escreveu o nome do noivo com um "e", Rühe,
também em 1914, no casamento de Wilhelm Otto, o noivo e o padrinho, seu irmão, assinaram Rühee com dois "e".

Quer mais ??

Em 1917, o filho mais velho de Gustav, casou e assinou Rüher com "r", o primeiro Rüher,
em 1924, minha avó casou e assinou Rüher, com "r",
em 1938, casou o caçula Teodoro, e assinou Rühe com um "e".

Alguma conclusão ? Nenhuma, apenas que Rüher é a mais recente e também grafia brasileira. Por fim, que eu saiba, todos os Rühe de Santa Catarina acabaram Rüher.

O certo é que os Rüher de Santa Catarina e os Rühee do Rio Grande do Sul são todos fruto e obra de   Johann Hermann Rühe, ou Rühee ou Rüher ... e Clara Louise Wendt (ou será Kolbe ????) !!




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ATUALIZAÇÃO - RÜHEE (RÜHER) JOHANN HERMANN E FAMÍLIA....


Relatório de Registro de Genealogia para Johann Hermann Rühee (parte)
elaborado por Pedro Almiro Fauth 
a partir de seu banco de dados pessoal
















terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ATUALIZAÇÃO - RÜHEE (RÜHER) OTTO ANTON - parte 2

O irmão de Otto, Gustav Richard, meu bisavô, era charuteiro e agricultor em Santa Catarina. Otto, ao contrário, buscou uma vida urbana. No início, na lida com o couro como pai, o sapateiro Hermann, foi curtidor (declarado em seu casamento no ano de 1875).  Em seguida se tornou proprietário de um armazém de secos e molhados em São Sebastião do Caí-RS. Além disso, para melhor gerir seu negócio, na compra, venda e transporte de mercadorias, possuia uma carreta de frete. O armazém se localizava na rua Floriano Peixoto (antiga rua do Comércio), quase esquina com a rua Tiradentes (antiga rua da Praia).


Rua Tiradentes, antiga rua da Praia, nos primeiros anos do século XX, daqui, onde se lê o histórico da foto.

Em 1895 participou da fundação da primeira Loja Maçônica do município.

Foi vereador na mesma cidade entre os anos de 1897 e 1900, tendo iniciado o mandato com a idade de 45 anos.

Consta que também tenha sido capitão da Guarda Nacional.

Jornal “O Correio do Município”,
Montenegro, quinta-feira, 06 de junho de 1912

Após o falecimento de Otto, em 1920, seus filhos Alfredo e Alípia seguiram com o armazém no centro da cidade. Assim que Alfredo faleceu, Alípia continuou com o armazém. E após o falecimento de Alípia, o armazém foi extinto.


Mais informações sobre Otto, clique aqui.


Fontes:

Blog Histórias do vale do Caí, de Renato Klein, pesquise por Antonio Rühe http://www.historiasvalecai.blogspot.com.br/

Família de Zadir Rühee, bisneto de Anton Otto (na pessoa de Rodrigo Rühee).


Martiny, Carina - “Os seus serviços públicos estão de certo modo ligados à prosperidade do município”, Dissertação de Mestrado, Unisinos, 2010, disponível on-line aqui.

Martiny, Carina – “Fortuna, bens e investimentos: a caracterização econômica de uma elite política municipal a partir dos inventários post-mortem (final do sec XIX)”. In: Produzindo a história a partir de fontes primárias, Porto Alegre, CORAG, 2010, disponível on-line aqui.

Jornal "Fato Novo", disponível on-line aqui.

Jornal “O Correio do Município”, de Montenegro-RS, edição de 06 de junho de 1912, disponível na Biblioteca Nacional e on-line aqui.

Pedro Fauth, trisneto de Otto Anton.

Grupo yahoo de genealogia RS-Gen



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ATUALIZAÇÃO - RÜHEE (RÜHER) - OTTO ANTON, IRMÃO DE GUSTAV

No início da década de 1970 minha mãe tomou um depoimento de sua tia Helena Rüher Gestmeier para conhecer um pouco da história da família.  Nessa conversa, ficou sabendo que um dos irmãos do pai de Helena, o tio Otto,  havia ido para o Rio Grande do Sul. Este depoimento está reproduzido aqui.

Johann Hermann Rühe (Rühee, Rüher) e sua mulher Clara Louise geb. Wendt sairam de Tempelburg, na Pomerânia com destino a Colônia  Blumenau em junho de 1864. Chegaram ao Brasil em setembro de 1864, acompanhados dos quatro filhos: Anna, Hulda, Gustav Richard (meu bisavô) e também do jovem Otto então com 13 anos de idade (portanto nascido entre setembro de 1850 e setembro de 1851).

Graças à WorldWideWeb, foi possivel conhecer um pouco mais da história de Otto Anton, a partir de informações fornecidas por seus descendentes no Rio Grande do Sul. Outras informações sobre ele, estão disponívei aqui.

Otto Anton teria nascido dia 10 de junho de 1851 e falecido dia 16 de novembro de 1920 em São Sebastião do Caí-RS, aos 69 anos de idade. Seria filho de Germano Rühee (aportuguesamento de Hermann), conforme o banco de dados do International Genealogical Index (IGI), do Family Search.

Saiu de Blumenau-SC em data não conhecida em direção a  cidade de São Leopoldo, onde se casou em 10 de abril de 1875 com a jovem Maria Júlia Matte (1857-1942).




Parte dos livros luteranos de São Leopoldo foram compilados pelo pastor Dreher e publicados em CD. No volume 3 encontra-se o assentamento do casamento de Otto Anton Rühee e Maria Júlia Matte:

"N° 7 
Otto Anton Rühee, filho legítimo do sapateiro Hermann Rühee e de sua esposa Clara, nascida Kolbe, nascido em 10 de junho de 1851, em Tempelburg na Pomerânia, solteiro, evangélico, curtidor, residente em São Leopoldo, foi casado com:
Maria Júlia Matte, filha legítima de Carl Leopold Matte e de sua esposa Louise, nascida Laufert, nascida a 1° de agosto de 1857, em Taquary, solteira, evangélica, residente em São Leopoldo, 
após feita a leitura de proclama eclesiástica a 14, 21 e 28 de março de 1875, sem que houvesse impedimentos matrimoniais, a 10 de abril de 1875, na casa de Clemens Matte.
Testemunhas: Clemens Matte e Clara Matte nascida Henn."

Informação gentilmente cedida por integrantes do grupo yahoo de genealogia RS-Gen.

Entre abril de 1875 e 1878 o casal saiu de São Leopoldo e partiu para  São Sebastião do Caí (cerca de 65 km de Porto Alegre-RS). Lá se instalou e constituiu família.




Anton Otto e Maria Júlia tiveram vários filhos:

Maria Charlote (1878-1900, casada com João Marcolino),

Antonieta (1882-1968 em Montenegro-RS, casada com Henrique Port),

João Germano (1883-1923, casado com Guilhermina Dambler), recebeu o mesmo nome do avô Johann Hermann,

Sofia Olinda Carolina (1885-1976, casada com Albano Blauth),

Alfredo Otto (1887-1962, casado com Joanna A. Mathildes Neis)

Arnaldo (1889-1898),

Amália (1892-1894),

Vitaline (1895-1958, casada com Henrique José Edvino Cloos)

Luciana Catridia (1900-1982, casada com Reinaldo Pedri),

Clarinda e

Alípia.

Todos nascidos em São Sebastião do Caí e a maioria falecida na mesma cidade.



Foto da região central de São Sebastião do Caí nos primeiros anos do séc. XX, daqui, onde se lê o histórico da foto.

Site com mapas da colônias do RS, muito bom, clique aqui.




domingo, 30 de dezembro de 2012

ATUALIZAÇÃO - RÜHER - ONDE MORAVA GUSTAV EM BLUMENAU

Quando Marie Tekla Jacobi (filha de Raimund) e Gustav Richard Rühe (filho de Johann Hermann)  se casaram, adquiriram o lote 43 com 62.500 braças quadradas, em Blumenau, no distrito de Itoupava, ribeirão de Massaranduba (marcada em verde nos mapas abaixo), e aí foram constituir família.

Para a aquisição dos lotes, além do pagamento, os colonos assinavam um termo bilingue com condições de uso, com regras para o desenvolvimento da agricultura e moradia.  

A designação do lote de Gustav, com as devidas obrigações, foi assinada em maio de 1890. O direito ao titulo definitivo em novembro de 1894. Em quatro anos e meio, a família pagou e quitou seu lote.

"Cláusula 3ª : O comprador obterá o título definitivo de propriedade definitiva do lote designado depois de ter pago integralmente a sua importância, saldado tudo quanto dever à Fazenda Nacional, e provado que, por si ou por pessoa de sua confiança, tenha tido no mesmo lote um anno, pelo menos de reisdência habitual e cultura effectiva."




Documentos disponíveis para consulta no Arquivo Público de Santa Catarina, Florianópolis.

Também os irmãos da mulher de Gustav Rüher, Tekla Jacobi, tiveram lotes em Blumenau, Carl, Wilhelm e Albert.



No mapa acima, em verde a margem esquerda do ribeirão Itoupava, distrito XIV, onde era o lote de Gustav Rühe e Marie Tekla Jacobi depois de casados.

Em azul a localização aproximada do lote de Raimund Jacobi, nas margens do ribeirão da Mulda, onde viveu Marie Tekla Jacobi enquanto solteira.

Em vermelho a localização aproximada do lote de Johann Hermann Rühe em Blumenau, na região do Encano Norte, onde viveu Gustav Richard Rühe enquanto solteiro.





sexta-feira, 16 de novembro de 2012

RESUMO E BIBLIOGRAFIA


Com esta postagem encerro a divulgação da pesquisa que fiz sobre a família da minha avó materna (da mãe da minha mãe): os Rüher, os Jacobi e os Behringer de Santa Catarina. Existe muito muito mais a ser pesquisado, e conforme forem feitos os novos achados, pretendo atualizar o blog.


As novas postagens serão sobre a família do meu avô materno (do pai da minha mãe), que envolve os franceses Robert e os alemães Gerber e Bunde de Curitiba. Outra linda e emocionante história !!!

Até agora conhecemos,

Wilhelm Behringer, que  teve os filhos:
  1. Marie Louise Behringer, minha trisavó
  2. Elizabeth (casada com Friedrich Uhlmann)
  3. Friedrike (casada com Treuhardt Männchen)
  4. Theodor (casado com Leonor Bergmann)
  5. Michael (casado com Sophie Beselin ou Berlin ou Bellin)

Raimund Jacobi casou com Marie Louise Behringer em 1852 em Petrópolis e teve os filhos:
  1. Carl August Friedrich (casado com Marie Christiane Josiger)
  2. Carl Friedrich Wilhelm (casado com Emilie Ernestine Berner, Marie Sievers, Henriette Ziemer)
  3. Peter Friedrich Christian (casado com Auguste Fritske Berner)
  4. Marie Tekla (casado com Gustav Richard Rühe), minha bisavó
  5. Albert Friedrich Theodor (casado com Ottilie Baumgärtel)
  6. Heinrich Christian Theodor
  7. Laura Wilhelmine Leonore (casada com Heinrich Blank)
  8. Marie Therese Lisette

Johann Hermann Rühe casou com Clara Louise Wendt na Prússia e teve os  filhos:
  1. Anna Rühe (casada com Friedrich Krüger)
  2. Anton Otto Rühe (casado com Maria Júlia Matte)
  3. Hulda Ludowika Rühe
  4. Gustav Richard Rühe, meu bisavô

Marie Tekla Jacobi casou em 1884 em Blumenau com Gustav Richard Rühe e teve os filhos:
  1. Hermann Albert (casado com Catharina Jacobi e Beatriz Cardoso)
  2. Wilhelm Otto (casado com Thereza Denk)
  3. Richard Luis (casado com Ida Jacobi Klabunde e Maria Martins)
  4. Maria (casada com Gustavo Helbing)
  5. Emília (casada com Gumercindo de Oliveira Godoy)
  6. Helena (casada com Heinrich Gestmeier)
  7. Ricardo (solteiro)
  8. Arthur (solteiro)
  9. Anna (casada com Fernandes Robert) minha avó
  10. Theodoro Rüher (casado com Rosa Criminacio)


Anna Rüher casou em 1924 em Curitiba com Fernandes Robert e teve as filhas:
  1. Maria de Lourdes, minha mãe
  2. Dolores
Bem-vindo, Fernandes Robert !!!


BIBLIOGRAFIA

Além dos links e livros já citados, foram usados:

ALVES, Débora B. - Cartas de imigrantes como fonte para o historiador: Rio de Janeiro-Turíngia (1852-1853), disponível aqui

BÖBEL, Maria Theresa e outra – Joinville – os pioneiros: documento e história, Ed. Univille, 2001.

CARNEIRO, David - O Paraná e a Revolução Federalista,

COSTA, Emília Viotti da – Da senzala à colônia, Difusão Européia do Livro, São Paulo, 1966.

FICKER, Carlos – História de Blumenau,

HENKELS, Henry - Indíos Botocudos, os nativos indígenas da região norte catarinense, disponível aqui

HOLANDA, Sérgio Buarque – História Geral da Civilização Brasileira,


JOCHEM, Toni Vidal – Pouso dos Imigrantes, Florianópolis: Papa-livro, 1992.

JOCHEM, Toni Vidal -A epopéia de uma imigração, Ed. do autor, 1997.

KÜHL, Johann - Como me tornei um negro-branco, in Kalender für die Deutschen in Brasilien. São Leopoldo, Rotermund, 1915, pg. 343-353, tradução de Brigitte Brandenburg.

MARTINS, Ana Luiza – Império do café,

MENDES, José Sachetta Ramos – Desígnios da lei de terras: imigração, escravismo e propiedade fundiária no Brasil Imperial, Caderno CRH, vol. 22 n° 55, Salvador acessado em março 2012, disponível aqui


Prefeitura de Blumenau-Sc – www.blumenau.sc.gov.br

Relatórios de 1852, 1858, 1860 e 1861 disponíveis no site www.crl.edu.

SANTOS, Manoel R.S. Teixeira - Vida e trabalho na floresta, UFSC, disponível aqui

SEIFERTH, Giralda – Problemas de classe e gênero em narrativas de imigrantes, disponível  aquiacessado em março de 2012.

SENA, Priscila Carboneri de – Varíola e febre amarela: fontes de preocupação em Desterro, Revista Santa Catarina em História, Florianópolis, UFSC, v.1, n.1, 2008, disponível aqui acessado em abril de 2012.

SILVA, J. Ferreira da – História de Blumenau, Florianópolis: Edeme.

STOER, HERMANN – Crônica da Paróquia Santa Isabel in JOCHEM, Toni Vidal (org.) - Sesquicentenário da Colônia Alemã Santa Isabel – 1847-1997, Águas Mornas:

TSCHUDI, Johann Jakob von – As colônias de Santa Catarina, Blumenau: CNPq: Fundação Casa Dr. Blumenau, 1988.

VICENZI, Jacomo - Uma viagem ao estado de Santa Catharina em 1902, Typ. Marino, Nictheroy, 1904, disponível aqui

Pesquisadores dos grupos yahoo sc_gen e imigracaoalema, que forneceram mapas, informações, orientações para leitura, tradução de documentos, etc..,





terça-feira, 13 de novembro de 2012

FAMÍLIA DE ANNA RÜHE (RÜHER)


Anna Rüher, minha avó, mais conhecida como Estela. Nasceu em 04 de outubro de 1902 em São Bento do Sul. 


Cedo todas as crianças Rüher ficaram orfãs de mãe (1905) e pai (1909). As meninas Rüher foram para Curitiba: Maria, Emília, Helena e Anna. Não sei como se deu essa transferência, sei apenas que minha avó saiu adolescente  de São Bento e como  foi batizada em 1912 na Igreja Luterana da cidade, acredito que tenha ido para Curitiba depois desta data. Aí trabalhou em casa de família e na fábrica de fósforos FiatLux. Casou com Fernandes Robert no dia 23 de fevereiro de 1924.

Segue parte do Registro Civil do casamento, com a assinatura dos noivos e testemunhas: Attílio Brunetti (Juiz Districtal), Fernandes Robert (o noivo), Anna Rüher (a noiva), André Legat (testemunha e tio do noivo), Fernando Gerber (testemunha e tio do noivo, em cuja residência foi realizado o matrimônio) e Mariano Teixeira da Costa (escrivão).


Fonte: www.familysearch.org, Brazil Civil Registration, Curitiba, matrimônios 1920-1924, pp. 374-435 (parte).

E o casal teve duas filhas. A primeira Lourdes, minha mãe, nascida em dezembro de 1924.

Lourdes, sua mãe Anna e o papagaio, ~1930

A segunda, Dolores, nascida em 27 de novembro de 1926 e falecida precocemente com quase dois anos de idade, no dia 01 de novembro de 1928, vítima de bronco-pneumonia.

Depois de casada costurou muito, numa Singer com pedal, fazendo capas para cavaleiros (tropeiros),  vendidos em uma loja de Curitiba. Depois, em sua casa,  vendeu fitas e rendas e por fim lingerie, da marca "Princesa" de Joinville-SC. Morou em vários locais na cidade, na av. Sete de Setembro, na rua André de Barros, na Av. N.Sra. Aparecida, na rua Lamenha Lins. Em 1971 (~) foi morar no bairro Boqueirão, na rua José Nogueira dos Santos. 

Em Curitiba, 1939
Anna faleceu dia 18 de outubro de 1978 e foi sepultada no Cemitério da Água Verde em Curitiba.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

FAMÍLIA DE THEODORO RÜHE (RÜHER)

Theodoro foi o filho caçula de Tekla e Gustav Rüher. Nasceu dia 28 de fevereiro de 1905  na cidade de São Bento do Sul. Após seu parto faleceu Tekla geb. Jacobi. 



Fonte: www.familysearch.org, Brazil Civil Registration, São Bento do Sul, nascimentos, 1902-1905, pp. 162-206.

Casou com Rosa Criminacio dia 14 de maio de 1938, na cidade de Caçador-SC, e com ela teve dez filhos: Irma, Gustavo, Milton, Neri, Lourdes, Helena, Luiz, Antônio, Ari e Ana Maria (nati-morta).



Fonte: www.familysearch.org, Brazil Civil Registration, Caçador, matrimônios, 1935-1942, pp. 64-303 (parte)

Theodoro faleceu em 04 de setembro de 1968 no município de Octacilio Costa SC, na região de Lages, planalto catarinense.

Theodoro em 1962 :

terça-feira, 6 de novembro de 2012

FAMÍLIA DE HELENA RÜHE (RÜHER)


Após o nascimento de Emília em Blumenau, a família se transferiu por um curto período para a cidade de Curitiba, fugindo da Revolução Federalista. Aí Helena nasceu, em 8 de dezembro de 1895, no Largo da Ordem, região central da cidade. Em seguida a família retornou para o estado de Santa Catarina.

Casou no civil com Henrique Göstemeier em 15 de setembro de 1925, na cidade de Canoinhas-SC, então Ouro Verde, veja aqui.




Henrique era nascido em 11 de outubro de 1880 na Alemanha. Com ele, Helena teve três filhas Amália, Minna e Irma, a primeira nascida em Piên-PR e as outras meninas nascidas em Canoinhas-SC, na Colônia São Bernardo.

Helena morava no bairro da Vila Hauer em Curitiba junto com a filha Irma e os netos. Faleceu em 03 de janeiro de 1979, tendo sido sepultada no Cemitério do Boqueirão.

Fotos da família Rüher, clique aqui.








sexta-feira, 2 de novembro de 2012

FAMÍLIA DE EMÍLIA RÜHE (RÜHER)

Emília nasceu em 16 de setembro de 1893 em Blumenau. Casou com Gumercindo de Oliveira Godoy em junho de 1915, no cartório de São Casemiro do Taboão (Centro Cívico) em Curitiba, veja aqui.



Fonte: Jornal "A República", de 29 de maio de 1915.

Morou em Curitiba, no bairro das Merces, na rua Victorio Viezzer. Gumercindo era delegado de polícia na região, trabalhava para o governo estadual e foi umas das pessoas responsáveis pela construção do colégio Francisco Zardo, no bairro Santa Felicidade.



Foto e informações sobre o colégio, clique aqui. Mais informações ainda, clique aqui.

Emília teve vários filhos entre eles Maria, Antenor, Arthur (tio Zinho, nascido em maio de 1918), Augusto (de janeiro de 1920).

Quatro irmãs, em Curitiba (~1963-1964). A partir da esquerda Helena, Emília de Oliveira Godoy, Maria e Estela (Anna) minha avó.



Mais fotos da família Rüher, clique aqui.
(Aceito contribuição !!)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

FAMILIA DE MARIA RÜHE (RÜHER)


Maria Rühe nasceu em 16 de julho de 1891 em Blumenau. Casou em 26 de dezembro de 1914 em Curitiba-Pr (Portão) com Gustavo Helbing, ele filho de Adolpho e Eva Helbing, veja aqui 



Fotocópia de foto das irmãs Maria e Anna

Tenho apenas uma cópia tipo xerox dessa foto aí em cima, se você tiver o original, poderia escanear e me enviar ? Agradeço muito, aljcastelhano@gmail.com.

Algumas fotos de Maria Rüher aqui.

Fotos de prováveis integrantes da família Rüher, aqui. Aceito confirmação e qualquer contribuição !! :)



Após seu casamento o casal passou um período na região de São Bento do Sul-SC, onde nasceu a filha Clara em 25 de janeiro de 1916. Em 1936 na cidade de Curitiba, Clara casou com Constantino Tedesco. 

Para saber mais sobre Clara Tedesco, conhecida parteira do bairro do Boqueirão de Curitiba, clique aqui e aqui.

A segunda filha do casal Maria e Gustavo, Paulina Helbing, nasceu na estrada Isabel, município de  Corupá-SC em 17 de fevereiro de 1918. Paulina casou com Daniel de Oliveira e morava em Guarapuava-PR.

Além de Clara e Paulina, Maria e Gustav Helbing tiveram mais 4 filhos, Paulo (também nascido em Corupá em maio 1920), Augusto, Tekla (nascida em Curitiba em 1922) e Albino. Portanto, entre 1920 e 1922, Maria Rueher, seu marido Gustav Helbing e as crianças sairam de Santa Catarina e passaram a viver em Curitiba-PR.

Em Curitiba, Maria Rüher morava no Boqueirão nas proximidades da Rua Tenente Tito Teixeira de Castro. Sua casa tinha um grande terreno, com aves, cavalo e charrete, uma vaca e gansos que ficavam em bando pelas ruas da redondeza. 




Não eram educadinhos como esses, não ....


Na copa da casa , existia uma prateleira com vidros enfileirados cheios de cobras em formol, todas coletadas na região. A filha Clara morou nessa mesma casa com a família.