terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ATUALIZAÇÃO - RÜHEE (RÜHER) JOHANN HERMANN E FAMÍLIA....


Relatório de Registro de Genealogia para Johann Hermann Rühee (parte)
elaborado por Pedro Almiro Fauth 
a partir de seu banco de dados pessoal
















terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ATUALIZAÇÃO - RÜHEE (RÜHER) OTTO ANTON - parte 2

O irmão de Otto, Gustav Richard, meu bisavô, era charuteiro e agricultor em Santa Catarina. Otto, ao contrário, buscou uma vida urbana. No início, na lida com o couro como pai, o sapateiro Hermann, foi curtidor (declarado em seu casamento no ano de 1875).  Em seguida se tornou proprietário de um armazém de secos e molhados em São Sebastião do Caí-RS. Além disso, para melhor gerir seu negócio, na compra, venda e transporte de mercadorias, possuia uma carreta de frete. O armazém se localizava na rua Floriano Peixoto (antiga rua do Comércio), quase esquina com a rua Tiradentes (antiga rua da Praia).


Rua Tiradentes, antiga rua da Praia, nos primeiros anos do século XX, daqui, onde se lê o histórico da foto.

Em 1895 participou da fundação da primeira Loja Maçônica do município.

Foi vereador na mesma cidade entre os anos de 1897 e 1900, tendo iniciado o mandato com a idade de 45 anos.

Consta que também tenha sido capitão da Guarda Nacional.

Jornal “O Correio do Município”,
Montenegro, quinta-feira, 06 de junho de 1912

Após o falecimento de Otto, em 1920, seus filhos Alfredo e Alípia seguiram com o armazém no centro da cidade. Assim que Alfredo faleceu, Alípia continuou com o armazém. E após o falecimento de Alípia, o armazém foi extinto.


Mais informações sobre Otto, clique aqui.


Fontes:

Blog Histórias do vale do Caí, de Renato Klein, pesquise por Antonio Rühe http://www.historiasvalecai.blogspot.com.br/

Família de Zadir Rühee, bisneto de Anton Otto (na pessoa de Rodrigo Rühee).


Martiny, Carina - “Os seus serviços públicos estão de certo modo ligados à prosperidade do município”, Dissertação de Mestrado, Unisinos, 2010, disponível on-line aqui.

Martiny, Carina – “Fortuna, bens e investimentos: a caracterização econômica de uma elite política municipal a partir dos inventários post-mortem (final do sec XIX)”. In: Produzindo a história a partir de fontes primárias, Porto Alegre, CORAG, 2010, disponível on-line aqui.

Jornal "Fato Novo", disponível on-line aqui.

Jornal “O Correio do Município”, de Montenegro-RS, edição de 06 de junho de 1912, disponível na Biblioteca Nacional e on-line aqui.

Pedro Fauth, trisneto de Otto Anton.

Grupo yahoo de genealogia RS-Gen



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ATUALIZAÇÃO - RÜHEE (RÜHER) - OTTO ANTON, IRMÃO DE GUSTAV

No início da década de 1970 minha mãe tomou um depoimento de sua tia Helena Rüher Gestmeier para conhecer um pouco da história da família.  Nessa conversa, ficou sabendo que um dos irmãos do pai de Helena, o tio Otto,  havia ido para o Rio Grande do Sul. Este depoimento está reproduzido aqui.

Johann Hermann Rühe (Rühee, Rüher) e sua mulher Clara Louise geb. Wendt sairam de Tempelburg, na Pomerânia com destino a Colônia  Blumenau em junho de 1864. Chegaram ao Brasil em setembro de 1864, acompanhados dos quatro filhos: Anna, Hulda, Gustav Richard (meu bisavô) e também do jovem Otto então com 13 anos de idade (portanto nascido entre setembro de 1850 e setembro de 1851).

Graças à WorldWideWeb, foi possivel conhecer um pouco mais da história de Otto Anton, a partir de informações fornecidas por seus descendentes no Rio Grande do Sul. Outras informações sobre ele, estão disponívei aqui.

Otto Anton teria nascido dia 10 de junho de 1851 e falecido dia 16 de novembro de 1920 em São Sebastião do Caí-RS, aos 69 anos de idade. Seria filho de Germano Rühee (aportuguesamento de Hermann), conforme o banco de dados do International Genealogical Index (IGI), do Family Search.

Saiu de Blumenau-SC em data não conhecida em direção a  cidade de São Leopoldo, onde se casou em 10 de abril de 1875 com a jovem Maria Júlia Matte (1857-1942).




Parte dos livros luteranos de São Leopoldo foram compilados pelo pastor Dreher e publicados em CD. No volume 3 encontra-se o assentamento do casamento de Otto Anton Rühee e Maria Júlia Matte:

"N° 7 
Otto Anton Rühee, filho legítimo do sapateiro Hermann Rühee e de sua esposa Clara, nascida Kolbe, nascido em 10 de junho de 1851, em Tempelburg na Pomerânia, solteiro, evangélico, curtidor, residente em São Leopoldo, foi casado com:
Maria Júlia Matte, filha legítima de Carl Leopold Matte e de sua esposa Louise, nascida Laufert, nascida a 1° de agosto de 1857, em Taquary, solteira, evangélica, residente em São Leopoldo, 
após feita a leitura de proclama eclesiástica a 14, 21 e 28 de março de 1875, sem que houvesse impedimentos matrimoniais, a 10 de abril de 1875, na casa de Clemens Matte.
Testemunhas: Clemens Matte e Clara Matte nascida Henn."

Informação gentilmente cedida por integrantes do grupo yahoo de genealogia RS-Gen.

Entre abril de 1875 e 1878 o casal saiu de São Leopoldo e partiu para  São Sebastião do Caí (cerca de 65 km de Porto Alegre-RS). Lá se instalou e constituiu família.




Anton Otto e Maria Júlia tiveram vários filhos:

Maria Charlote (1878-1900, casada com João Marcolino),

Antonieta (1882-1968 em Montenegro-RS, casada com Henrique Port),

João Germano (1883-1923, casado com Guilhermina Dambler), recebeu o mesmo nome do avô Johann Hermann,

Sofia Olinda Carolina (1885-1976, casada com Albano Blauth),

Alfredo Otto (1887-1962, casado com Joanna A. Mathildes Neis)

Arnaldo (1889-1898),

Amália (1892-1894),

Vitaline (1895-1958, casada com Henrique José Edvino Cloos)

Luciana Catridia (1900-1982, casada com Reinaldo Pedri),

Clarinda e

Alípia.

Todos nascidos em São Sebastião do Caí e a maioria falecida na mesma cidade.



Foto da região central de São Sebastião do Caí nos primeiros anos do séc. XX, daqui, onde se lê o histórico da foto.

Site com mapas da colônias do RS, muito bom, clique aqui.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ATUALIZAÇÃO - BEHRINGER E JACOBI - FOTOS DE ÁGUAS MORNAS

Os Behringer e Jacobi  chegaram em solo brasileiro para trabalhar em fazendas fluminenses. Oito anos depois, em 1860 e 1861 respectivamente, foram transferidos para Santa Catarina, para a Colônia Santa Isabel. Atualmente essa localidade faz parte do muncípio de Águas Mornas, às margens da rodovia BR-282, conforme já visto aqui.

Nesse verão, a querida Helmtraut Behringer visitou a região e me enviou lindas fotos. Além dessas, outras podem ser visualizadas aqui.

entrada da localidade

Igreja Luterana da colônia



Memorial do Imigrante, ao lado da Igreja

detalhe do Memorial



domingo, 30 de dezembro de 2012

ATUALIZAÇÃO - RÜHER - ONDE MORAVA GUSTAV EM BLUMENAU

Quando Marie Tekla Jacobi (filha de Raimund) e Gustav Richard Rühe (filho de Johann Hermann)  se casaram, adquiriram o lote 43 com 62.500 braças quadradas, em Blumenau, no distrito de Itoupava, ribeirão de Massaranduba (marcada em verde nos mapas abaixo), e aí foram constituir família.

Para a aquisição dos lotes, além do pagamento, os colonos assinavam um termo bilingue com condições de uso, com regras para o desenvolvimento da agricultura e moradia.  

A designação do lote de Gustav, com as devidas obrigações, foi assinada em maio de 1890. O direito ao titulo definitivo em novembro de 1894. Em quatro anos e meio, a família pagou e quitou seu lote.

"Cláusula 3ª : O comprador obterá o título definitivo de propriedade definitiva do lote designado depois de ter pago integralmente a sua importância, saldado tudo quanto dever à Fazenda Nacional, e provado que, por si ou por pessoa de sua confiança, tenha tido no mesmo lote um anno, pelo menos de reisdência habitual e cultura effectiva."




Documentos disponíveis para consulta no Arquivo Público de Santa Catarina, Florianópolis.

Também os irmãos da mulher de Gustav Rüher, Tekla Jacobi, tiveram lotes em Blumenau, Carl, Wilhelm e Albert.



No mapa acima, em verde a margem esquerda do ribeirão Itoupava, distrito XIV, onde era o lote de Gustav Rühe e Marie Tekla Jacobi depois de casados.

Em azul a localização aproximada do lote de Raimund Jacobi, nas margens do ribeirão da Mulda, onde viveu Marie Tekla Jacobi enquanto solteira.

Em vermelho a localização aproximada do lote de Johann Hermann Rühe em Blumenau, na região do Encano Norte, onde viveu Gustav Richard Rühe enquanto solteiro.





sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ATUALIZAÇÃO - JACOBI - O LOTE DE RAIMUND JACOBI EM BLUMENAU

Por oito anos, Raimund Jacobi permaneceu na fazenda cafeeira fluminense Santa Justa. Em março de 1861 transferiu-se com a família para a colônia Santa Isabel em Santa Catarina. Aí ficou mais alguns anos. Antes de 1873, mudou-se novamente  com a família, desta vez para a colônia Blumenau, cerca de 150 km. ao norte.

Na colônia Blumenau, Raimund Jacobi adquiriu o lote n° 87, com 82.727 braças quadradas (400.400 m²) no ribeirão da Mulda. 
"O terreno constante da prezente medição é de ínfima qualidade visto ser muito montanhoso."






O documento acima é o Memorial de Medição do lote de Raimund, feito pelo agrimensor João Breithaupt em 8 de maio de 1884, disponível para consulta no Arquivo Público de Santa Catarina. Nessa data Raimund contava com aproximadamente 55 anos e estava há pelo menos 10 em Blumenau. A solicitação do título de propriedade definitivo foi feita em 1895, conforme visto aqui.







O dois mapas foram disponibilizados pela pesquisadora Brigite Brandenburg no grupo Yahoo SC-Gen, muito obrigada !!! O primeiro, completo, está aqui.

A numeração do lote no primeiro mapa de 1872 e a descrição do lote constante no Memorial de Medição acima de 1884 (cita confronto oeste com o ribeirão), não conferem. Pode ter acontecido alguma  modificação na numeração dos lotes neste intervalo de tempo ou algum erro do agrimensor ou meu mesmo ...

Os filhos de Raimund também viveram em Blumenau, CarlWilhelmAlbert e Tekla. A documentação existente referente aos lotes que adquiriram está disponível para consulta no Arquivo Público de Santa Catarina, Wilhelm Jacobi ainda possui a documentação de um segundo lote que está disponível para consulta no Arquivo de Blumenau.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ATUALIZAÇÃO - JACOBI - COM QUEM VEIO RAIMUNDO ?

Em 1852 chegou ao Brasil, Raimund Jacobi, vindo de Böhlen, na Turíngia, para trabalhar numa das colônias de parceria fluminenses. Sempre me perguntei como teria vindo, já que por força contratual ele não poderia ter imigrado solteiro e sem família, como de fato veio. Com quem teria vindo ?




Fonte: Relatório apresentado ao Exmo.Sr.Vice-Presidente da Província do Rio de Janeiro, o Commendador João Pereira Darrigue Faro pelo Presidente o Conselheiro Luiz Pedreira do Coutto Ferraz por occasião de passar-lhe a administração da mesma Província em 03 de maio de 1852, Niterói, Typographia de Amaral e Irmão, 1852 (parte).

Junto com que família teria embarcado ?? Inicialmente suspeitei que teria sido com a família Uhlmann. Inicialmente ...

Recentemente recebi de Suzete S. Glitz, a transcrição de um documento que ela havia soliticitado ao Arquivo da Turíngia (Rudostadt). O mais interessante neste documento é que ele responde à pergunta: Com quem veio Raimundo?  Abaixo, repasso o que ela tão gentilmente enviou:


Attest

Dass an nachgenannte Einwohner zu Böhlen :
  1. Johann Heinrich Nikol Wenzel und dessen Frau und 3 Kinder auch Christian Emil und Ali Schneider.
  2. Christian Friedrich Morgenroth, dessen Ehefrau und deren 2 Kinder, auch Johann Julius Morgenroth;
  3. Christoph Nikol Eger , dessen Ehefrau und 8 Kinder;
  4. August Ferdinand Ebert , dessen Verlobte Grossmann und deren Sohn , auch Friedrich Ebert und Christian Simon Albert Knatner;
  5. Gottfried Ehrhardt , dessen Ehefrau und 5 Kinder, auch Beate Tischer;
  6. Karl Henklein und dessen Verlobte Rosenbaum und deren Kind,
  7. Johann Friedrich Uhlemann , dessen Ehefrau und 7 Kinder,
  8. Friedrich Ferdinand Bratfisch, dessen Ehefrau und 6 Kinder, auch Raymund Jakobi;
  9. Christian Wilhelm Metzger, dessen Ehefrau und 4 Kinder , auch Heinrich Georg Bergmann und Christian August Bauer;
  10. Heinrich Jakob Elias Männchen, dessen Ehefrau und 6 Kinder;
  11. Georg Nikol Wilhelm Bauer, dessen Ehefrau und 4 Kinder;
  12. Nikol Heinrich Harrass, dessen Verlobte und deren 3 Kinder
Die Reiselegitimation zur Auswanderung nach Brasilien ausgehändigt werden können, wird bescheinigt.
Königsee , de 2. März 1852
Fürstl. Schwarzb. Justiz-Amt das.(sc.selbst)

(Ass.: ilegível)
Carimbo do Fürstl.
Schw.Justiz Amt
Sign. cad.
Haben sämtl unter 1-12 aufgeführten 
Familienhäupter
Ausw.-Pässe bekommen.
Schr. (ass. Ilegível)

Negrito meu. O documento está em gótico e segundo Suzete, "trata-se, pelo visto, de um atestado passado pela competente autoridade de que as pessoas citadas receberam a legitimação para viajar ao Brasil, para o que lhe foram expedidos os passaportes de viagem aos "cabeças" de famílía (Familienhäupter)."

Ao contrário do que pensei inicialmente, ele não veio com a família Uhlmann, Raimund Jacobi veio acompanhando a família Bratfisch.



Lista de passageiros, embarque da família Bratfisch no navio Catharina no porto de Hamburgo em 1852, daqui.