terça-feira, 30 de dezembro de 2014

ANNA EMILIE - filha de Albertine e Johann Gerber

A oitava filha dos Gerber foi Anna Emilie. Ela nasceu dia 25 de julho de 1890 e foi batizada na Igreja Luterana de Curitiba dia 25 de maio de 1891. Foram seus padrinhos: Johann Dumke e Emilie Dieckmann.




Anna Emilie casou aos 28 anos de idade, dia  28 de junho de 1919, com Pedro Ceschin, veja aqui. Pedro Ceschin era viúvo de Angela Tedesco, falecida em 1916, e com Angela teve os filhos Antônio (nasc. em 1910 e casado com Zinalda Robert), Carlina (nasc. em 1912) e Hercília (nasc. em 1916).


Anna Emilie e Pedro Ceschin, tiveram um filho, Raul, nascido em 1923 e falecido em fevereiro de 1924. Ela faleceu dia 29 de junho de 1935, aos 44 anos de idade, veja aqui.  Pedro Ceschin faleceu em 1962.

A história dos Gerber que pesquisei começa aqui e segue nas postagens seguintes.

Para ver mais fotos da família Gerber, clique aqui. Aceito contribuição !! :)





terça-feira, 23 de dezembro de 2014

LUISE E LOUIS - filhos de Albertine e Johann Gerber

Não, não são gêmeos, não .... mas foram batizados no mesmo dia, no dia 5 de maio de 1889, na Igreja Luterana de Curitiba.





Luise Anna, foi a sexta filha de Albertine Bunde e Johann Friedrich Gerber. Ela nasceu dia 05 de setembro de 1887 em Curitiba. Foram seus padrinhos:  (?) Glaser e  Johanne Dumke.


Casou com o russo José Dombrowski dia 28 de setembro de 1907, em Curitiba, cartório do Bacacheri, veja aqui. Com ele teve os filhos:
Edmundo, casado com Argentina Deconto
Bruno, casado com Maria
Leonidia, casada com João Tiepolo
Júlia, nascida em 12 de maio de 1913, solteira
Manoel (nati-morto) em julho de 1915,
Matilde, solteira
Leonor, solteira
Henrique, solteiro

Luise Anna faleceu dia 08 de agosto de 1930, com apenas 42 anos de idade.

O sétimo filho de Albertine Bunde e Johann Gerber foi Louis Wilhelm Johann Gerber, nascido dia 24 de março de 1889. Foi batizado na Igreja Luterana de Curitiba, junto com a irmã Luise Anna, dia 5 de maio de 1889. Foram seus padrinhos: Louis Wendler e Valeska Amhof.
Sobre casamentos, filhos, e mesmo óbito de Louis, não encontrei nada ....

A história dos Gerber que pesquisei começa aqui e segue nas postagens seguintes.

Para ver mais fotos da família Gerber, clique aqui. Aceito contribuição !! :)

A pesquisa da família de Luise Anna foi realizada por Ruth Ceschin.




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

FRIEDRICH - filho de Albertine e Johann Gerber

Friedrich foi o quinto filho de Albertine Bunde e Johann Friedrich Gerber. Nasceu em Curitiba, em 18 de outubro de 1883. 




Acima, o batismo de Friedrich na Igreja Luterana de Curitiba. O pastor não especificou a data do nascimento do bebê, consta apenas a data do batismo, dia 13 de abril de 1884. Foram seus padrinhos: Friedrich Bunde, Johanne Vossgerau e Louise Hey.

Friedrich casou duas vezes. Na primeira com Maria Kachel.


Com Maria Kachel, Friedrich teve os filhos:
Elfrida (*~1911), casada com Atílio Pinton
Arides (*~1918) casado com Idalina
Alcides (*1918) casado com Helena
Eleonora (ou Aldinora ?) (*~1922) casada com Arthur Bauer
Arnaldo (*1923) falecido precocemente

Maria faleceu aos 34 anos de idade, dia 23 de maio de 1926, deixando Friedrich com os filhos pequenos.

Em 6 de novembro de 1926, no lº cartório de Curitiba, Friedrich casou novamente. Agora com a viúva Rosa Werneck Wachleski, veja aqui.

Nesse documento de casamento consta que Friedrich era empregado ferroviário, como muitos cunhados e sobrinhos, para saber mais clique aqui.

Com Rosa Werneck, Friedrich teve mais dois filhos:
Egard (*1930) falecido precocemente
Eduardo (*~1935) casado com Nádia

Friedrich faleceu dia 18 de julho de 1959, aos 75 anos de idade, veja aqui.

A história dos Gerber, neste blog, começa aqui, seguindo nas postagens posteriores.

Algumas fotos da família Gerber, clique aqui. Aceito contribuição. :)

A pesquisa da família de Friedrich Gerber foi realizada por Ruth Ceschin.






terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ADELHAIDE - filha de Albertine e Johann Gerber

Adelaide foi a quarta filha de Albertine Bunde e Johann Friedrich Gerber. Na verdade, Adelhaide Margarethe Wilhelmine Henriette Gerber. Nasceu dia 19 de novembro de 1881 em Curitiba. 



Acervo da Igreja Luterana de Curitiba


Adelhaide foi batizada dia 23 de abril de 1882, foram seus padrinhos: Wilhelm Krüger, Heinrich Schneider, Margareth Pospel (?) e Johanne Vossgerau.

Ela casou com Alfredo Zaze aos 25 anos de idade, dia 09 de fevereiro de 1907, em Curitiba, no cartório do Bacacheri, veja aqui. O casal teve seis filhos: Arthur, Albino, Lila, Lídia, Paulo e Adolfo.


Adelhaide faleceu em agosto de 1964, veja aqui.

A história dos Gerber que pesquisei começa aqui e segue nas postagens seguintes.
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Para ver mais fotos da família Gerber, clique aqui. Aceito contribuição !! :)

A pesquisa da família de Adelhaide Gerber foi realizada por Ruth Ceschin



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

HELENE e CARL - filhos de Albertine e Johann Gerber

Helene, minha bisavó,  foi a segunda filha de Albertine Bunde e Johann Friedrich Gerber. Para saber 
dela, clique aqui. Todos os filhos de Helene Gerber e Antônio Robert estão citados neste blog.

O terceiro filho do casal foi Carl Gerber, nascido dia 20 de fevereiro de 1880. Carl foi batizado dia 16 de maio de 1880 na Igreja Luterana de Curitiba. Foram seus padrinhos: Albert Bunde (o irmão de Albertine ?), Wilhelm Pochvuth (?), Auguste Krüger e Wilhelm Krüger.



Livro de Batismos, acervo da Igreja Luterana de Curitiba


Na foto acima, o casal Albertine Bunde e Johann Friedrich Gerber, mais os filhos Ferdinand e Helene e o bebê Carl no colo do pai, provavelmente em 1881.

Não possuo a foto, apenas essa cópia tipo xerox. Se por acaso você tiver o original, poderia escanear e me enviar ? aljcastelhano@gmail.com. Muito obrigada !!!

Tal como o pai, Carl era ferreiro por profissão, veja aqui. Casou com a catarinense Ágatha Wippel, dia 16 de junho de 1923, no cartório do Portão em Curitiba, veja aqui.  Carl e Ágatha tiveram pelo menos 4 filhos: Ada Martha, Jorge, Leoni e Alice.

Carl faleceu dia 08 de fevereiro de 1956 e está sepultado no Cemitério Luterano de Curitiba, veja aqui.

A história dos Gerber que pesquisei começa aqui e continua nas postagens seguintes.

Para ver mais fotos da família Gerber, clique aqui. Não tenho fotos de Carl e Ágatha, portanto ... aceito contribuição e agradeço muito .... :)

A pesquisa da família de Carl foi realizada por Ruth Ceschin.





terça-feira, 25 de novembro de 2014

FERDINAND - filho de Albertine e Johann Gerber

Como já vimos aqui, Albertine Bunde e Johann Gerber tiveram 9 fihos. O primeiro foi FERDINAND (ou Fernando) GERBER.

Fernando Gerber como era conhecido, nasceu Ferdinand Gerber em homenagem ao tio Ferdinand August Gerber, seu padrinho. Nasceu em Curitiba, dia 9 de fevereiro de 1876 e foi batizado na Igreja Luterana de Curitiba dia 15 de fevereiro do mesmo ano. Além do tio, foram seus padrinhos: Auguste Mallmstrom, Ferdinand Gerber (tio, irmão caçula de seu pai), Julius Bunde e Minna (provavelmente Wilhelmine) Bunde.



Livro de Batismos, acervo da Igreja Luterana de Curitiba.

Na foto abaixo, Ferdinand com a mão no casaco, os pais, a irmã Helena (minha bisavó) e o bebê Carl Gerber, provavelmente em 1881.



 

Não possuo a foto, apenas essa cópia tipo xerox. Se por acaso você tiver o original, poderia escanear e me enviar ? aljcastelhano@gmail.com. Muito obrigada !!!

Em janeiro de 1896, com 20 anos de idade, começou a trabalhar na farmácia de José Ricardo Pereira Pitta, a farmácia Pereira Pitta, localizada na atual rua XV (anteriormente rua Imperatriz n° 75). Provavelmente anteriormente trabalhou ajudando o pai na ferraria.


Jornal A República de 14 de janeiro de 1896

A rua da Imperatriz na época em que Ferdinand começou a trabalhar na farmácia Pereira Pitta, daqui.


Em meados de 1903 Fernando pediu licença para prático de farmácia.


Jornal A República, Curitiba dia 24 de julho de 1903, ed. 164, pg.1

Dois anos depois, em 05 de julho de 1905, casou em São José dos Pinhais-PR com Josephina Muggiatte, veja aqui.






Igreja Matriz de São José dos Pinhais, de madeira, em 1908. Foto disponibilizada no grupo FB "Antigamente em Curitiba".

Em setembro de 1907, nasceu seu primeiro filho, Arolde. Em 1914 nasceu a filha Maria Albertina, cartório do Portão, veja aqui, falecida precocemente.

A familia se instalou no bairro do Portão. Para saber mais clique aqui

Farmácia - Museu de Artes e Ofícios - BH

Fernando faleceu dia 18 de maio de 1924, aos 48 anos de idade,  vítima de angina pectoris, tendo sido sepultado no Cemitério Municipal do bairro São Francisco em Curitiba.

A história dos Gerber que pesquisei, começa aqui e continua nas postagens seguintes.

Para ver mais fotos da família Gerber, clique aqui. Aceito contribuição !! :)






terça-feira, 18 de novembro de 2014

A IGREJA LUTERANA EM CURITIBA

As famílias Gerber e Bunde, frequentaram a Igreja Luterana de Curitiba, desde que chegaram à capital. Provavelmente entre o final da década de 1860 e início da década de 1870.

A primeira família alemã em Curitiba data do ínício da década de 1830, mas a grande maioria chegou à cidade em meados do século XIX, 1850 ou mais, vindos da Colônia Dona Francisca (Joinville). 

Em 1857 foi fundado o Cemitério Luterano de Curitiba, na travessa Luthero 123, bairro Alto da Glória, ele é anterior à Igreja. Ali foram sepultados João Gerber (1905) e Albertina Bunde (1920).

Sobre a criação do Cemitério Luterano, leia aqui.

A comunidade alemã em Curitiba começou a ser assistida por um pastor em 1866, ainda sem uma igreja. 

Em 1876 construiu-se a primeira igreja propriamente dita, um prédio de madeira, com arquitetura germânica.





A última gravura é a cópia de uma obra do pintor Hugo Calgan.

Não muito resistente às intempéries, logo se fez necessário um novo prédio, que foi inaugurado em 1897.




Abaixo, como se encontra atualmente o prédio da Igreja Luterana de Curitiba, Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica do Redentor, localizado na rua Trajano Reis 199, no centro da cidade. 



Aí se encontra o acervo dos assentamentos de batismo, confirmação, casamento e óbitos dos luteranos de Curitiba desde o séc. XIX, inlcusive dos Gerber e dos Bunde. Essas famílias devem ter frequentado as duas casas, talvez até a mesmo a casa do pastor, antes da construção da primeira igreja !

Fontes:

Niemeyer, Ernesto - Os allemães no Paraná, esboço histórico

para o texto e imagens, IECLB História e Curitiba-Paraná.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

JOÃO GERBER - parte 2



Albertine Bunde e Johann Gerber, casados em 1875, tiveram  9  filhos:

Ferdinand, ou Fernando Gerber, (*1876) o primogênito, casado com Josephina Mugiatte
Helene Alwine Gerber, (*1878) minha bisavó, casada com Antônio Robert
Carl, ou Carlos Gerber, (*1880) o terceiro filho, casado com Ágatha Wippel
Adelhaide Margarete Wilhelmine Henriette Gerber, (*1882) casada com Alfredo Zaze
Friedrich Gerber, (*1883) casado com Maria Hachem e em segundas núpcias com Rosa Werneck Wacheleski
Luise Anna Gerber, (*1887) casada com José Dombrowski
Louis Wilhelm Johann Gerber (*1889)
Anna Emilie Gerber, (*1890) casada com Pedro Ceschin
Wilhelm Wenzel Gerber, (*1892) casado com Elizabeth Casagrande

Não consegui encontrar nenhuma referência ao local de residência da família Gerber em Curitiba. O filho caçula Wilhelm Wenzel, nascido em 1892, foi registrado no 1º Cartório de Curitiba, na região central da cidade. Os casamentso das filhas Helene (1900), Adelaide (1907) e Luise Anna (1907)  foram assentados no Cartório do Bacacheri e geralmente eles são realizados no cartório da região de residência da noiva. O óbito de Johann, em 1905, também foi assentado no Cartório do Bacacheri. Por este motivo, penso que a família Gerber residia na região do bairro do Bacacheri.

Encontrei um pedido do casal à Camara Municipal de Curitiba, pedido esse foi foi indeferido na sessão de 29 de abril de 1885 e  publicado no jornal  Dezenove de Dezembro de 05 de maio de 1885, veja aqui. Acredito tratar-se de um pedido de terreno em alguma colônia, talvez Colônia Argelina no bairro Bacacheri, já que tornar-se colono era mais interessante para os estrangeiros. A confirmar.


Johann Friedrich faleceu dia 30 de agosto de 1905, aos 56 anos de idade, vítima de uma hepatite crônica, veja aqui.

Albertine faleceu dia  16 de novembro de 1920, com 67 anos de idade, vítima de nefrite crônica. Faleceu na rua Cabral nº 59, no centro de Curitiba, provavelmente na residência de uma das filhas, o declarante foi José Dombrowski, marido da filha Luise, veja aqui.

Ambos foram sepultados no Cemitério Luterano de Curitiba, no bairro do Alto da Glória, em local não identificado.

O casamento de Johann e Albertine, os batismos dos filhos e mesmo cultos pelo óbitos, foram oficiados na Igreja Luterana de Curitiba.






terça-feira, 4 de novembro de 2014

JOÃO GERBER EM CURITIBA - parte 1



Johann Friedrich Gerber era o filho do meio de Sophie e Carl Gustav Gerber, nascido em Billerbeck  na Pomerânia (hoje Nadarzyn, Polônia) dia 14 de março de 1849.

Como já visto, imigrou com a família para o Brasil em 1858 e logo ficou orfão de pai e mãe. Saiu da Colônia Dona Francisca (Joinville) e chegou em Curitiba por volta de 1870. Foi o único Gerber que subiu para Curitiba. A primeira referência dele na cidade foi seu casamento com Albertine Bunde em 1875.

João Gerber e Albertine Bunde casaram na Igreja Luterana de Curitiba, no dia 24 de abril de 1875. Foram seus padrinhos  Julius Bunde e Ferdinand Irbart (pessoalmente penso tratar-se de Ferdinand Gerber, irmão de Johann).

    


Minha mãe contava que Johann tinha uma ferraria na rua 24 de maio. Não consegui nenhum dado a respeito do endereço (informação a confirmar).

Mas consegui confirmar a profissão de ferreiro !!

No Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Província do Paraná para o Anno de 1877 de José Ferreira de Barros, encontra-se o nome do ferreiro João Gerber, veja aqui.


Do livro de Ernesto Niemeyer, Os allemães no Paraná, um esboço histórico :



No mesmo Almanak Administrativo, mas para o ano de 1880, ele também aparece, veja aqui.


O filho de João, Carl Gerber, seguiu por toda vida na profissão do pai, como ferreiro (veja aqui em seu casamento na qualificação do noivo).
"... Repassou os cavalos, prezando os mais bem ferrados e os de aguentada firmeza. - Ferraduras, ferraduras ! Isto é que é importante ... - vivia dizendo." (G. Rosa)
Como é a oficina de um ferreiro ?  Ficou curioso ?  Para saber clique aqui



Abaixo, foto da Coleção da Prof. Júlia Wanderley, sem data (provavelmente primeiros anos do séc. XX), da Igreja Bom Jesus dos Perdões, localizada na esquina da rua André de Barros com rua 24 de Maio (lateral), foto daqui.









terça-feira, 28 de outubro de 2014

SUBINDO A SERRA DO MAR ... COMO ?


Como eles teriam subido a Serra ? Por qual caminho ?

Podemos ter uma idéia da viagem de Johann Gerber e da família Bunde, de Joinville para Curitiba, a partir do relato da viagem da família Strobel em 1855. O pai da família saiu primeiro de Joinville e optou por vir pelas praias, depois vieram a mulher e os filhos pela Serra.

Segundo Egon Strobel, em seu livro disponível on-line aqui, em meados do séc. XIX existiam 3 opções de caminhos do litoral norte catarinense para o planalto curitibano, eu acrescentaria uma quarta possibilidade. 
"Para se chegar de Joinville ao Paraná havia três opções: a primeira seguia pela mata virgem, através da serra, em di­reção de Ambrósios. Este trajeto era bastante penoso e também perigoso. Era infestado de animais ferozes e também habitado pelos temíveis "bugres", que freqüentemente armavam ciladas aos viajantes que seguiam em pequenos grupos. Só não ata­cavam quando estes seguiam em maior número."


O Caminho dos Ambrósios, também conhecido como Estrada Três Barras, existe ainda hoje. Para alguns autores era, nos seus primórdios, caminho de índios. Foi utilizado comercialmente principalmente entre 1870 e 1911, substituído pela Estrada Dona Francisca e pelos trilhos de trem. Para outros autores, era ramal  do Caminho do Peabirú.
"No dia 20 de abril de 1855, minha mãe viajou com suas três crianças e mais alguns outros colonos em companhia da tropa do senhor Gaspar, de Joinville em direção ao Paraná. Esta viagem, através da floresta virgem e da serra, era bas­tante estafante para homens, e naturalmente para minha mãe e as crianças ainda pior.   As crianças viajavam em cestos colocados em pares nos lombos de mulas. Minha mãe e a irmã montavam cada qual em um cavalo manso ...." Daqui.
A viagem da família Strobel, subindo a Serra do Mar, via Estrada Três Barras no nordeste catarinense até os campos de São José no planalto curitibano, durou 14 dias. Atualmente essa viagem, via BR-101, dura 2 horas.

do alto da Serra

no alto da Serra - Tijucas do Sul

Para saber mais clique aqui e aqui

Outras fotos, clique aqui

Início da Estrada Três Barras, no monte Crista aqui.

"O segundo caminho era o marítimo, via porto de São Francisco a Paranaguá e deste para Curitiba. Esta opção era custosa e cheia de dificuldades."
Esse caminho era o mais caro, e provavelmente o mais seguro  também. Os imigrantes percorreriam de barco o litoral norte catarinense até o litoral paranaense. Em seguida poderiam subir a Serra do Mar em direção à Curitiba ou pelo Caminho do Arraial, ou pelo Caminho do Itupava ou pela Graciosa, todas antigas trilhas utilizadas por índios e tropeiros, para transporte de madeira e erva-mate. 

A Estrada da Graciosa teve seu alargamento e pavimentação iniciados em 1853 e concluídos em 1873. Um pouco mais sobre a Estrada da Graciosa, clique aqui e aqui.

Estrada da Graciosa -  final séc. XIX - IHGP - daqui

atualmente
"A terceira alternativa era via litoral através das praias até Paranaguá."
A opção feita por Strobel, quando veio sozinho para Curitiba. Tomando esse caminho os imigrantes também poderiam subir para o planalto curitibano por um dos Caminhos citados acima.

A quarta possibilidade de trajeto sairia de Joinville para Curitiba, via Estrada Dona Francisca (antiga Serra strasse). A construção dessa estrada teve início em 1853 e foi concluída em 1895, ela passaria por São Bento do Sul, Mafra e Rio Negro já em solo e no planalto paranaense.






Fotos da Estrada Dona Francisca, clique aqui

Para saber mais clique aqui.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

SUBINDO A SERRA DO MAR .... QUANDO ?


" ... só os arredores de Curitiba já contam com 1.000 alemães, cuja maioria mudou-se da colônia para lá ..."
Do 20º Relatório da Direção da Sociedade Colonizadora de 1849 em Hamburgo em dezembro de 1871, onde fazia-se referência aos muitos colonos que saiam da colônia Dona Francisca (Joinville) e seguiam para Curitiba em busca de melhores oportunidades e clima mais ameno.


“Os resultados satisfatórios alcançados na colonização das cercanias de Curitiba, atrairam ainda maior afluência de reimigrantes de outras regiões do Paraná e mesmo de outras Províncias, os quais se dispersaram pelas colônias já existentes ou formaram colônias particulares ou ou ingressaram nas atividades artesanais e industriais da cidade".
Pilatti Balhana, Pinheiro Machado, Westphalen - História do Paraná, Grafipar, 1969, pg. 168

Johann Friedrich Gerber casou em Curitiba com Albertine Bunde em 1875. Ele e parte da família Bunde, de quem falaremos brevemente,  sairam de Joinville em Santa Catarina  e se estabeleceram em Curitiba no Paraná.

Dos 3 irmãos Gerber, o único que foi morar em Curitiba, foi Johann Friedrich Gerber. Dos outros dois irmãos não tenho notícias. Todos os Gerber documentados na Igreja Luterana de Curitiba são descendentes de Johann Friedrich.

Quanto aos Bunde, apenas  Ferdinand e Carl Bunde subiram a Serra do Mar em direção ao planalto curitibano, com as respectivas famílias.

Quando eles teriam subido a serra ? 

É mais difícil precisar quando Johann Friedrich Gerber subiu a Serra. Ele estaria na colônia Dona Francisca (Joinville) até 1863 aos 13 anos de idade, quando foi feita a confirmação de seu batismo. Casou em Curitiba em 1875, portanto foi entre esse período que mudou de cidade, entre 1863 e 1875. Teria ido sozinho, acompanhando alguma família, talvez a própria família Bunde ? Não tenho idéia ....

A família Bunde ainda estava na colônia Dona Francisca (Joinville) em 1872. Nesse ano, Albertine foi madrinha de batismo do filho de Heinrich Bunde. 

O filho mais velho de Ferdinand, Friedrich Bunde,  precedeu a todos na ida a Curitiba. Em seu casamento em Joinville em 1872 declarou ser residente em Curitiba.  No mesmo ano nasceu, ainda em Joinville, sua irmã caçula Emilie Auguste. Foi a partir de 1872 que a família inteira se mudou para a capital paranaense.


de João Leão Pallière, sem data,  daqui

Para ir de Joinville, no litoral catarinense, para Curitiba, no 1º planalto paranaense, sobe-se a Serra do Mar. Nesse periodo, existiam alguns caminhos possíveis. Mas por qual deles vieram os Bunde e Johann Friedrich ?



terça-feira, 14 de outubro de 2014

ORFÃOS


Depois do falecimento dos pais e da meia-irmã mais velha, fico me perguntando o que teria acontecido com os três meninos. Ainda não encontrei uma resposta para essa questão.

Nessa época a assistência aos orfãos era dada pela Igreja, mas conforme citado na postagem anterior, após 1858 e por cinco anos, a colônia Dona Francisca ficou sem pastor, até 1863 aproximadamente. Não existiam casas para orfãos, a primeira em Joinville foi a Sociedade de Caridade e Asylo de Órfãos e Desvalidos (atual Lar Abdon Batista) em 1911. É grande a probabilidade das crianças terem seguido com famílias e por caminhos diferentes (a confirmar).

No mesmo navio em que chegou Carl August Gerber, chegaram mais sete famílias de Billerbeck, a família de Johann Brüske, a de Carl Huch, a de Gottlieb Lembcke, a de Johann Nass, a de August Pluhm, a de Dorothea Raabe, a de Dorothea Siedschlag, veja aqui.  Eles podem ter ficado com uma dessas famílias.

Em 1862 chegou a família de Johann Briezig de Billerbeck, provavelmente aparentados com o primeiro marido da mãe dos meninos, veja aqui.

Vieram outros Gerber para a Colônia Dona Francisca, mas provavelmente não eram da mesma família, eram de cidades diferentes.

Estivessem com quem estivessem, o fato é que os três estavam com famílias luteranas. Encontrei a confirmação do batismo dos três meninos, na Igreja Luterana de Joinville, no microfilme SUD 2244023:

- em 1860, encontrei a do irmão mais velho Carl August, na pg. 20, reg. N° 3, escrita muito fraca, praticamente ilegível.

- em 1863, encontrei a confirmação de Johann Friedrich, meu bisavô, na  pg. 40, reg. N° 33


residência: ? não entendi
nascimento: 14 de março de 1849 em Billerbeck
pai: August Gerber
mãe: Sophie geb. Diedrich

-  em 1865, encontrei a confirmação do batismo de Ferdinand August, o caçula, na pg. 52, reg. N° 13



residência:
nascimento: 25 de junho de 1851 em Billerbeck
pai: August Gerber
mãe: Sophie geb. Diedrich

Dos três irmãos Gerber somente Johann Friedrich foi para Curitiba, os registros da família Gerber que existem na Igreja Luterana de Curitiba, são todos de descendentes de Johann Friedrich.







terça-feira, 7 de outubro de 2014

JOHANNE LOUISE


Não, ainda não acabou a sucessão de tristezas ....

No dia 08  de  fevereiro de 1860, dois meses apenas após o falecimento de Carl August,  morreu  Johanne Louise, deixando os orfãos completamente sem assistência, veja aquiDois anos após a chegada no Brasil todos os adultos da família haviam falecido.


Joahnne Louise Brietzig
Billerbeck, Pommern
Com 23 anos de idade
Residente em Joinville
Dia e hora do falecimento: 8 de fevereiro (de 1860)
Pai: Gerber, padastro (stiefvater)
Data do funeral: 09 de fevereiro
Local: dito (Joinville, cemitério dos imigrantes, rua XV de novembro)

Tristeza número 6 e última ... enfim ....

Essas quatro pessoas, o bêbe, a mãe e o pai e Johanne Louise, foram sepultadas no Cemitério dos Imigrantes, situado na atual rua XV de Novembro na região central de Joinville. 





Esse cemitério é o único tombado pelo patrimônio histórico no Brasil (Iphan) e não realiza sepultamentos há mais de cem anos. Nele existem cerca 490 sepulturas e cerca de 2.000 sepultados.

Nenhum dos assentamentos dos óbitos esclarecem a causa da morte. Pode-se pensar na possibilidade de problemas no parto para o falecimento de Sophie e do bebê. Partos em navios eram temidos e perigosos, por significarem falta de condições sanitária mínimas e total ausência de assistência de parteira ou médico.

Pela proximidade entre os óbitos de Carl August e Joahnne Louise (2 meses) pode-se pensar em alguma doença contagiosa ou endêmica. Nos núcleos coloniais catarinenses do século XIX a proximidade com a mata atlântica propiciava a transmissão da febre amarela (conhecida como “vômito negro”) e da malária, a falta de preocupação higiênica gerava condições para tifo, cólera e surtos de varíola (“bexiga”). As doenças com maior incidência eram a febre amarela e a varíola.

Os três meninos ficaram sozinhos. Carl August com 13 anos de idade, Johann Friedrich com 10 e Ferdinand August com 8.