terça-feira, 9 de agosto de 2016

ATUALIZAÇÃO - FAMÍLIA ROBERT


Fatos diversos sobre a construção da Estrada de Ferro do Paraná, trecho Paranaguá-Curitiba. A construção da estrada começou em 1880 e foi concluída em 1885. Jacques Robert (meu trisavô) e alguns membros de sua família, provavelmente, trabalharam na abertura do segundo trecho (na serra).
Sobre o trabalho de Jacques na ferrovia, leia aqui e aqui.
Mapa abaixo, do segundo trecho, na serra, daqui.



PROCURANDO EMPREITEIROS:
"A maior parte das obras foi realizada sob o sistema de empreitada, sob diversos arranjos com a empresa ferroviária ou com o empreiteiro principal. Havia empreiteiros grandes e pequenos, com alto volume de recursos ou com recursos escassos. As tarefas variavam desde a derrubada da mata, a preparação do terreno e do leito da estrada até a construção de pontes e viadutos." (Lamounier,pg. 266)


Jornal Dezenove de Dezembro, edição de 9 de junho de 1880, para ler na integra clique aqui.



COMPRANDO MATERIAIS: ... e pagando alguma coisa a mais ou a menos, ver o segundo recorte

O Paranaense, ed. 7 de agosto 1881

Noticiador, ed. 18 de maio 1882


CONTRATANDO TRABALHADORESQuem eram esses trabalhadores ?

"A suposição frequente de que o trabalho nas ferrovias se identifica com trabalho livre baseia-se em legislações aprovadas na primeira metade do séc. XIX referendadas posteriormente nos termos de concessões, que proibiam o emprego do trabalho escravo pelas empresas ferroviárias." (Lamounier, pg.47)
"Em seu último quartel (do séc. XIX), os planos e as políticas implementados no país buscavam promover a transformação das relações de trabalho tendo como base contratos de serviços e legislações repressivas, independentemente de os trabalhadores serem brasileiros, imigrantes  ou ex-escravos." (Lamounier,pg. 49)
Gazeta Paranense, 1882, ed. 182

Além dos trabalhadores locais, contratava-se trabalhadores de fora, brasileiros de outros estados ou estrangeiros.

Dezenove de Dezembro, 1885, ed. 92

O anúncio abaixo é posterior à construção do trecho Paranaguá-Curitiba (1880-1885), refere-se à construção de outro trecho ferroviário.  Repare como a busca por trabalhadores se dá em diferentes idiomas, o anúncio é direcionado também ao imigrante.

A República, Ctba,  13 set 1890



O ANDAMENTO DA OBRAS:

Trabalhos executados na estrada de ferro, referente ao primeiro semestre de 1882. Para ver na integra, clique aqui.

Gazeta Paranaense, 1882, ed. 216


A VIDA NO ACAMPAMENTO:

" ... a natureza do trabalho na construção criava mesmo uma atmosfera muito peculiar ... De um lado havia grande mobilidade, dada a necessidade de mudança de acordo com o andamento do trabalho, de outro, grande isolamento, pois viviam longe das cidades, separados da família e dos amigos, normalmente em regiões distantes, na fronteira. Trabalhando em grupos, vivendo juntos em acampamentos ao longo da linha, dividindo ansiedades, perigos, doenças, tudo isso ajudava a criar laços especiais, sobretudo diante das precárias condições de trabalho. A natureza e a severidade do trabalho (especialmente a escavação, a construção túneis e de pontes), assim como as diferenças étnicas e a pobreza geravam atritos dentro do grupo, o que pode ser provado pela preocupação constante de empreiteiros e engenheiros com a segurança nos acampamentos, a presença da polícia nos locais de trabalho atesta conflitos e situações de potencial violência em que os trabalhos de construção se realizavam." (Lamounier, pg. 122)
Abaixo, fotografia do acampamento de trabalhadores durante a construção da Estrada de Ferro São Paulo, 1865, trecho Santos-S.Paulo. Provavelmente, os acampamentos dos trabalhadores da contrução da ferrovia Paranaguá-Curitiba eram similares.

do álbum Vistas da Estrada de Ferro de S.Paulo, 1865, aqui


Noticiador, 21 de maio de 1882

Dezenove de Dezembro, 1884, ed. 252

"Trabalho duro e pesado, baixos salários que nem sempre eram pagos em dia, doenças infecciosas, precárias condições de moradia e alimentação nos acampamentos, obrigação de comprar por altos preços víveres nos armazéns das  ferrovias, inúmeras violências praticadas por feitores e vigias e fugas contínuas, ainda nos dias de hoje, a caracterizar a construção de grandes obras, como barragens, hidrelétricas e ferrovias no país." (Lamounier, pg. 264) 


A SAÚDE DOS TRABALHADORES:

" ... até em regiões serranas (referindo-se à construção ferrovia Antonina-Curitiba), contrariamente ao que se poderia esperar, diversas doenças "grassavam ali de foma espantosa, bastando dizer que para manter 3.400 homens em serviço foi necessário contratar 9.000, é que em certa ocasião estavam  nos hospitais, montados pelo empreiteiro, 5.800 homens"". (Lamounier, pg.259)

Gazeta Paranaense, 1882, ed 234

Sobre a visita do Presidente da Província (cargo correspondente a Governador de Estado) Carlos de Carvalho :

Dezenove de Dezembro, 1882, ed. 28

MUITO interessante, os trabalhadores pagavam ao empreiteiro pela assistência médica e o valor não era repassado integralmente à companhia ...

Dezenove de Dezembro, 1885, ed. 205


Gazeta Paranaense, 1882, ed. 216


As citações são do livro de Lamounier, Maria Lúcia - Ferrovias e Mercado de Trabalho no Brasil do Séc. XIX, São Paulo ; Edusp, 2012.

Os notícias de jornal estão disponíveis na  Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.








sexta-feira, 5 de agosto de 2016

JABLINSKI, KAMANN, HEISE E MARSCHALL NA WEST PREUSSEN

ASSENTAMENTOS ALEMÃES (PRUSSIANOS) NO SEC XVIII 

Recentemente (maio 2018) encontrei documentos do sec. XVIII sobre os ancestrais de Willi Jablinski, porém  não consegui fazer uma conexão efetiva e documentada entre o que encontrei agora e o que já havia encontrado.

Para arquivar e esperar mais dados ....

As pessoas migram por um motivo ou outro, nós (eu e você) somos prova viva disso. Sempre migraram e sempre migrarão. 

Na Europa um dos primeiros grandes períodos de migração foi após o fim do Império Romano nos sécs.IV-V DC, leia mais aqui.

Depois aconteceram assentamentos medievais, leia mais aqui.

Em meados do séc. XVII (1618-1648) a Europa passou por outra (!!) grande guerra, conhecida por Guerra dos 30 Anos, motivada por questões religiosas (cristãos x cristãos, católicos x protestantes) e nacionais.


Conheça a impressionante série de águas-forte do francês Jacques Callot  sobre essa guerra, aqui.

Para saber mais sobre a Guerra dos 30 anos leia aqui  e veja aqui e aqui


Finda a guerra ...
"Os ganhos suecos com o tratado de Osnabrück foram consideráveis. ... a Suécia ficou com a Pomerânia Ocidental, Stettin, Wollin, Wismar, Rügen e os bispados de Bremen e Verden" (pg. 78)"
" .... Em 1721, Bremen, Verden e a maior parte da Pomerânia Ocidental já haviam sido divididos entre o Brandeburg-Prússia e Hannôver, enquanto ao leste a presença sueca nas costas do Báltico tinha sido encerrada por Pedro, o Grande." (pg. 80)
Mapa (pg. 65) e citações do livro de Stephen J. Lee, A Guerra dos trinta Anos.

A guerra devastou principalmente a Europa Central e também regiões próximas ao Báltico onde muitas áreas ficaram completamente desertas e outras sofreram severas quedas populacionais (veja mapa acima). Essas áreas foram em parte reassentadas por alemães de áreas menos atingidas. 

Alemães, geralmente de fé luterana, povoaram áreas da Polônia, do rio Vístula, áreas da atual Hungria, áreas do rio Volga, das margens do Mar Negro inclusive da Turquia.

Para saber mais sobre esses assentamentos leia aqui

A pergunta que gostaria de responder e nao consigo : De onde vieram esses imigrantes, os Heise, os Kamann, os Marschall ? Qual seu  local de origem na Alemanha (Prússia) ? Brandenburg ? Hannover ? De onde ? 

O que encontrei de novo : Um levantamento de 1772-1773 das famílias prussianas assentadas nas margens do rio Vístula e nas margens do rio Netze (atualmente Polônia) 

Em ambos os levantamentos aparecem famílias Heise - Jablinski - Kamann - Marschall (ancestrais do avô Willi)

O levantamento está completo no site : http://www.blackseagr.org/learn_poland.html

NO RIO VÍSTULA :

Heise - 24 colonos Heise mais um Heisse assentados em Culmsee (Guttau, Bruch, Gurske), em Thorn (Thorn, Pensau), em Strassbug (Malken), Oliva (Matzkau), em Culm, além de outras comunidades que não consegui identificar.

Para saber : Culmsee atualmente é Chelmza na Polônia, Thorn é Tórun, Strassburg é Brodnica, Culm é Chelmno. 

Kamann - 3 colonos Kamann mais um Kaman assentados em Oliva (Klein Katz, Zoppot), Culm, Mewe (Alt-Moesland)

Para saber: Oliva atualmente é Gdanskna Polônia, Culm é Chelmno e Mewe é Gniew

Marschall -  10 colonos Marschall mais um Marschal assentados em Culmsee (Gurske), Putzig (Polchau, Oslanin), Karthaus (Kamehlen)

Para saber: Culmsee atualmente é  Chelmza na Polônia, Putzig é Puck e Karthaus é Kartuzy.

Jablinski - aparece com uma grande variação de nomes, 3 colonos Jablenski, 8 Jablensky (na verdade 4 com 2 entradas cada), apenas um Jablinski e 7 Jablinsky, todos com nomes germanicos assentados  em Roggenhausen, em Culmsee, Marienburg (Gnojau, Klein Montau), Stuhm (Hospitaldorf), em Strassburg (Gross Konojad), Gollub (GrossRadowisk, Obitzkau).

Para saber: Stuhm é Sztum na Polônia, Strassburg é Brodnica, Gollub é Golub-Drobzyn, Marienburg é Malbork, Strassburg é Brodnica.

O único Jablinski (literal, nome Jac. - Jacob ?) estava assentado em Sakrzewko kr. Thorn, atualmente Zakrzewek.
 "Também o mosteiro (kloster) Linda (em Cujavien) adquiriu posses em Pomerelia, por doação do duque Mistwin em 1280, Clodawa (Kladau), Malaviila (Bösendorf), Gross-Succino (Suckzin) e Sacrzewo (Sakrzewko), todos no Kladau."
Em:  Historisch - comparative Geographie von Preussen. Nach den Quellen, namentlich auch archivalischen, dargestellt, aqui.
"No começo do século 16, na aldeia chamada Sakrzewko, havia campos e servos, que pagavam o dízimo ao vigário em Mąkolno e ....  Em 1579, a aldeia tinha 2 camponeses, 2 agricultores  e 2 artesãos. No final do século 16, os proprietários eram Noskowscy, de quem Jakub vendeu as mercadorias em 1610 para Jan Jutrowski e Anna Wielżyńska, por 10.000. zł. húngaros. No meio No século XVII, a aldeia pertencia à família Szadokierski e depois a Wojciech Siewierski, casado com Aleksandra Szadokierska. No final do século XVII, Zakrzewek e Jabłkow assumiram novamente os descendentes da família Szadokierski, dos quais Jan foi mencionado como herdeiro em 1706."
Daqui com foto da residência


NO RIO NETZE :

Heise - 3 colonos assentados em Bromberg, atualmente 
Marschall - 1 assentado em Bromberg
Jablinski e Kamann - nenhum  


SUL DA PRÚSSIA :

No ano de 1793-1794 (vinte anos depois do  levantamento anterior) foi feito um registro de terras do sul da Prússia. Nele aparecem :

Jablinski - 3 
Anophri - que vivia em Sluszewo
Joseph - idem
Lucas - que vivia em Drobin
nesse site aqui alguma coisa de Drobin./

Todas essas vilas e cidades podem ser localizadas no site /https://www.meyersgaz.org/

As cidades em que tenho documentos:
Jablinski e Marschall > Karpowo, 
Heise > Chelmno, 
Kamann (Bertha) > Chelmza

No mapa abaixo marquei com estrela os assentamentos do séc XVIII :

Estrela verde - famílias Jablinski - Sztum, Brodnica, Golub-Drobzyn, Marlbork, Sluszewo e Drobin não aparecem no mapa (a primeira a oeste de Gdansk a segunda no rio Vístula próxima a Varsóvia).

Estrela vermelha - famílias Heise - Chelmza, Tórun, Brodnica, Chelmno e Bydgoszcz

Estrela azul- famílias Marschall - Chelmza, Kartuzy, Bydgoszcz, Puck (oeste de Gdansk)

Estrela amarela - familias Kamann - Gdansk, Gniew, Chelmno

Com os nomes Heise, Kamann, Jablinski as localidades documentadas (sec. XIX)
Karpowo > Jablinski,  acrescente-se Marschall  

Concluindo, meus ancestrais podem ser os locados nas cidades de Chelmza, Chelmno, Brodnica, Golub-Dobrzyn (uma irmã de Bertha nasceu aí) e Bydgoszcz.

Tudo a confirmar ... em busca de mais documentos .... um grande lapso de quase 80 anos ou 4 gerações ....












terça-feira, 2 de agosto de 2016

JABLINSKI NO KREIS MOHRUNGEN

desculpem-me pelo textão e pela quantidade de informações ....


Até onde foi possível realizar a pesquisa genealógica, a  família Jablinski tem origem no kreis Mohrungen, na Prússia Oriental. No registro civil de casamento dos pais de Willi Jablinski (meu avô), lemos que Heinrich Jablinski, o noivo, era nascido em Kerpen, no ano de 1853, filho de Gottfried e Maria geb. Marschall.

Heinrich e Bertha casaram no civil em Thorn (Tórun) em setembro de 1884, veja aqui, ano 1884, Registros de Casamento (Rejestry małżeństw) fls. 149 e 150.



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KERPEN:

Kerpen era uma pequena cidade, com 138 habitantes em 1829 e 118 em 1885, próxima ao lago Geserich (Jeziorak), atualmente Karpowo na Polônia.

Kerpen possuía uma sede e mais duas vilas (aldeias), Gablauken e Ulpitten. Veja no mapa abaixo. Tão pequenas vilas que a população luterana congregava  na igreja de Schnellwalde.


A  igreja de Schnellwalde foi construída no final do séc. XIV e sofreu alterações, ampliações, etc.. nos séculos seguintes. Mais sobre a igreja, clique aqui. Outras fotos aqui. Provavelmente foi nessa igreja que nosso bisavô Heinrich, foi batizado e que nossos trisavós, os pais de Heinrich casaram .....




A primeira foto da igreja é daqui e a segunda do Panoramio, daqui.
Um bike tour pela região de Schnellwalde, leia aqui.



LINDÍSSIMAS fotos da região, veja aqui.  Vale a pena <3 <3 <3


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SOBRE A PESQUISA GENEALÓGICA EM LIVROS RELIGIOSOS E CIVIS DE KERPEN  :

Na Alemanha (ou Prússia) os registros civis começaram a ser feitos a partir de 1874, os registros civis de Kerpen eram feitos no cartório de Schnellwalde, mas tais documentos estão perdidos, veja aqui.

Para dados anteriores a 1874 (ou mesmo posteriores) existe a possibilidade da pesquisa em livros religiosos. A maioria dos habitantes de Kerpen era de fé luterana e frequentava a igreja na vizinha Schnellwalde, atualmente Boreczno.

As informações disponíveis sobre esses registros religiosos dão conta de que existem duplicatas (os pastores eram obrigados a fazer cópias dos assentamentos de batismos, casamentos, ...) no acervo do sr. Grigoleit, veja aqui. Alguns livros do acervo Grigoleit estariam no Prussian Archive Konigsberg (a confirmar), não sei se os livros de Schnellwalde também ... Leia aqui.

Alguns livros (não documentos de batizados, casamento ou óbito) da igreja luterana de Schnellwalde estão disponíveis online. São livros escolares, atas de reuniões, contabilidade, recenseamentos, etc ... A partir deles, no que me foi possível, consegui levantar dados interessantes. Estes documentos estão online no site do Arquivo de Olsztyn, veja aqui.

Na Lista de Almas da Paróquia de Schnellwalde 1843-1859, aparece a família de Heinrich Jablinski: pai, mãe e irmã.

Em Kerpen ano1856, aparece a família Jablinski: Gottfried Instmann 31 anos, Marie geb. Marschall ehefrau 25 anos, Wilhelmine tochter e Heinrich sohn, e mais uma pessoa com 72 anos de idade nascida perto de 1784, Anorte Marschall, Schwiegermutter, sogra (pg. 242/300).


No mesmo livro em 1859, em Kerpen, aparece Gottfried Jablinski. Apesar da dificuldade de leitura, parecem ter sido recenseados 2 adultos e 3 crianças, mais um irmão para Heinrich (pg.289/300).

Realmente há que se pensar na possibilidade de Heinrich Jablinski ter mais irmãos além de Wilhelmine (a primogênita).  
Em primeiro lugar, existem três homens de sobrenome Jablinski na listagem dos soldados mortos e feridos durante a IGG, nativos de Gablauken, kreis Mohrungen. Quase certo sejam aparentados com Henrich e Willi Jablinski (meu avô). São eles: Rudolf Jablinski nascido em 18.5.1894, Friedrich Jablinski nascido em 28.4.1896 e Hermann Jablinski. Para realizar essa pesquisa, clique aqui
Abaixo, Gablauken 1910-1920, foto daqui.

Em segundo lugar, a irmã de Willi, Meta Jablinski, foi sepultada com Hennig Jablinski, pessoa ainda desconhecida da família de Willi e Meta. Provavelmente Hennig é irmão ou sobrinho de Heinrich Jablinski.

Assim: Gottfried Jablinski nascido perto de 1825
             Marie Jablinski geb. Marschall nascida perto de 1829
             casados antes de 1850
             Wilhelmine Jablinski nascida perto de 1850
             Heinrich Jablinski nascido em 1853
             outros filhos nascidos após 1854 ....


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OS PRIMEIROS JABLINSKI'S EM KERPEN :

Nesse mesmo livro, Lista de Almas da Paróquia de Schnellwalde 1843-1859,  como residentes em Kerpen ano 1845, Maria Gablinski (Jablinski) dienstmaedchen, empregada,  17 anos, nascida perto de 1828 (pg. 112/300).


Residentes em Ulpitten ano 1845, Gottfried Jablinski (sem a especificação da idade, mas provavelmente o Gottfried pai de Heinrich), junto com a família Marschall (pg. 114/300)


Ainda no recenseamento do ano de 1845, aparecem como residentes em Albrechtswalde (pg. 149/300).


66 Gottfried Jablinski schuhmacher sapateiro, com 28 anos nascido perto de 1817 (não é o avô de Willi),
67 Charlotte Krause, einwohner (o mesmo que Instmann) ehefrau, 25 anos nascida perto de 1820,
68 Charlotte Jablinski tochter 22 anos nascida perto de 1823 (??)
82 Charlotte Jablinski 27 anos nascida perto de 1818. Parece que Charlotte era nome da moda !!!

No mesmo ano em Herrlichkeit aparece uma Christine Jablinski com 34 anos de idade, nascida perto de 1811 (pg. 146/300).


Nesses recenseamentos, normalmente, as famílias eram agrupadas. No caso dos Jablinski's, entretanto, encontrei apenas nomes esparsos, não agrupados, em vilas diferentes, Kerpen, Ulpitten, Albrechtswalde, Herrlichkeit ....  Pode-se pensar em falecimento dos pais, trabalho eventual em casa ou propriedade de terceiros e família de outra localidade, entre outros.


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A FAMILIA MARSCHALL (DE MARIE MARSCHALL, MÃE DE HEINRICH):

No recenseamento de 1845 Ulpitten, aparece uma família Marschall com Gottfried Jablinski como agregado (a imagem está acima). Nela aparecem Carl, Koelmer,  (nasc. perto de 1793), Caroline (nasc. 1816), David (nasc. 1822), Justine (nasc.1828) , Wilhelmine (nasc. 1832), Louise (nasc. 1838) , August (nasc. 1841). Em 1854 aparece a mesma família (sem Gottfried, agora casado), com mais duas crianças, Hermann (nasc.1845) , Rudolf (nasc. 1849) e um outro adulto Ephraim (nasc. 1805). (Pg.191/300).

Pessoalmente, penso que essa não era a família nuclear de Maria Jablinski geb. Marschall, já que ela não aparece na listagem anterior ao casamento. Talvez fossem tios e primos de Maria.



Para acessar esses documentos procure no site http://olsztyn.ap.gov.pl, o link para  Evangelish Kirche zu Schnellwalde (Kosciol Ewangelicki w Borecznie), Seelenlisten des Kirchspiels Schnellwalde (Lista de Almas), procure a página já citada entre parenteses.




Sites interessantes, além dos já citados:

Kreis Mohrungen, documentos civis e religiosos, http://olsztyn.ap.gov.pl

Prússia Oriental, documentos civis e religiosos, http://allenstein.draschba.de

Prússia Oriental, mapas e fotos diversos, http://www.bildarchiv-ostpreussen.de

Vídeos da Prússia Oriental, https://www.youtube.com/user/FreiesOstpreussen/videos


Obrigada sr. Lothar Wieser, do grupo imigraçãoalemã, pela leitura dos documentos e informações !!




















terça-feira, 19 de julho de 2016

A FAMÍLIA DE BERTHA KAMANN

O pai de Willi, Heinrich Jablinski, conforme consta no batismo da Meta Elizabeth é nascido em Mohrungen (Kerpen).

A mãe de Willi, Bertha Kamann é  nascida em Culmsee (atualmente Chelmza, Polonia), Westpreussen, ver no batismo de Meta, aqui. No FamilySearch aparece  Bertha Emilie Kamann nascida em 24 de agosto de 1861, batizada em 8 de setembro de 1861, veja aqui.

pai: Carl Ferdinand Kamann (padrinho da neta Meta ?) 
mãe: Amalie Dorothea Heise

O pai de Bertha, Carl Ferdinand, faleceu entre 1892 e 1899. Ele declarou o óbito de sua mulher Amalie em dez-1891 e no primeiro casamento da filho Natalie em 1899 consta que os pais do noivo eram infelizmente falecidos, "leider verstorben und zuletzt".

A mãe de Bertha, Amalie,  nasceu em meados de 1834 em Culm (atualmente Chelmno) e faleceu em 6 de dezembro de 1891 em Thorn, aos 57 anos, 6 meses e 25 dias de idade, aqui (fl.187-242). Abaixo, o anuncio do falecimento dela no jornal Thorner Press de 16 de dezembro de 1891.veja aqui.


Por ocasião do falecimento de Amalie, a família morava na Seglerstrasse 13, atualmente rua Zeglarska, ao fundo o rio Vístula, via Google StreetView.



Desse mesmo casal, constam, ainda, no FamilySearch os seguintes filhos (Bertha foi a primogenita):

Ida Amalie Kamann, nascida em 05 de março de 1863 e batizada dia 29 de março de 1863, Culmsee, Westpreussen, veja aqui

Emma Maria Kamman, nascida em 27 de fevereiro de 1865 e batizada dia 05 de março de 1865, Gollub Stadt, Westpreussen, veja aqui

Natalie Ottilie Kamann, nascida em 08 de outubro de 1866 e batizada dia  28 de outubro de 1866, Gollub Stadt, Westpreussen

(No site Ancestry.com, casamentos Berlim 1876-1920,  Natalie Ottilie Kamann aparece 3 vezes, a primeira casada com Carl Recke, depois com Karl Ernest Unger, por fim com Oswald Heinrich Kasten  -  3 casamentos consecutivos).



Acima, assinatura dos noivos e da testemunha Bertha Jablinski, minha bisavó e irmã da noiva, por ocasião do segundo casamento de Ottilie. A outra testemunha, Hugo Otto, é genro de Bertha, marido da sua filha mais velha Alma.

Alma Albertine, nascida em 29 de julho de 1868, veja aqui, no site www.westpreussen.de

Anna Emilie Kamann, nascida em 22 de maio de 1870 e batizada dia 06 de junho de 1870, Briesen, Kulm, Westpreusse, veja aqui

Carl Richard Kamann, nascido em 22 de abril de 1873 e batizado dia 08 de junho de 1873, Sankt Georg Evangelisch Kirch, Thorn, Westpreussen, veja aqui.

Richard casou em Hamburgo em março de 1905, com Frieda Emilie Marie Dittmers, veja aqui no site Ancestry.

Ernest Adolph Kamann, nascido em 07 de janeiro de 1875, batizado dia 14 de junho de 1875 e falecido no mesmo dia em 14 de junho de 1875,  Sankt Georg Evangelisch Kirch, Thorn, Westpreussen, veja aqui.

Família andarilha, 7 crianças nascidas em 4 cidades diferentes.

Sobre a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, leia aqui.







terça-feira, 12 de julho de 2016

VÍSTULA NA VEIA

OS JABLINSKI'S, THORN E A ALDSTADT EVANGELISH KIRCH :

Thorn atualmente a Tórun polonesa, situada na região centro-norte do país, às margens do rio Vístula.




Mapa daqui.

No Registro Civil de Nascimento de Willi Heinrich Jablinski (1895), consta como residência dos pais, a rua Backer nr. 18, atualmente rua Piekary, atrás da igreja em que foram batizados, veja na ampliação do mapa abaixo, marcados em verde no lado esquerdo.


Aspecto da rua Piekary em Tórun (nr.18, edifício vermelho), Atualmente, no local, está o restaurante Cizemka, ou seja, dá pra visitar !!  GoogleStreetView, maio 2012, aqui.



Bisneta de Willi Jablinski no restaurante da rua Backer (atualmente Piekary)

Todos os batismos dos Jablinski's em Thorn foram feitos na Aldstädt Evangelish Kirche (luterana), atualmente Igreja da Sagrado Espírito Santo (católica). leia mais aqui.

Abaixo fotos da Aldstädt Kirche, um pequeno passeio pela cidade clique aqui.  As duas primeiras fotos foram disponibilizadas na pág. do FB Tórun, veja aqui. A última imagem, do GoogleStreetView, de agosto de 2011, aqui.

Quer ver lindissimos postais antigos de Thorn do final sec. XIX, início séc. XX ?? Clique aqui









No final do séc.XIX os avós de Willi Jablinski, Carl Ferdinand Kamann e Amalie Dorothea Heise, viveram na  Seglerstrasse 13, atualmente rua Zeglarska, abaixo. O rio Vístula está ao fundo, após o portal, a primeira foto via Google StreetView, as demais da bisneta de Willi Jablinski.









Mas, o mais gostoso de Thorn, deve ser isto aqui ..... hummmm

Vístula na veia está em Narájow, do poeta paranaense Paulo Leminski, aqui.







terça-feira, 5 de julho de 2016

OS PAIS DE WILLI : BERTHA E HEINRICH

Os pais de Willi, Walter, Alma, Meta, Hedwige, Helene, Kurt e Arthur eram Heinrich Jablinski e Bertha Emilie Kamann.


O pai de Willi, Heinrich Jablinski, era nascido em 2 de outubro de 1853. Filho de ....

pai: Gottfried Jablinski
mãe: Maria Marschall

Estas informações estão no batismo dos filhos Walter e Meta, veja aqui (postagem anterior) e também no seu Registro Civil de Casamento (no fim do post).

Ele nasceu em Kerpen (atualmente Karpowo, Polônia), comunidade rural, no Kreis Mohrungen, Prussia Oriental. Sobre essa cidade (aldeia ? vila ?) com 184 habitantes  e 17 domicilios em 1858, leia aqui e aqui.

Kerpen (Karpowo), a comunidade principal

Kerpen (Karpowo) via Panoramio, aqui

Ele faleceu em Berlim aos 75 anos de idade em 4 de janeiro de 1929 (Standesamt Berlin XI, reg.nº. 28), veja aqui.

Também no batismo de Meta consta a informação de que Heinrich Jablinski seria conhecido como Heinrich Gablinski.


Do pintor surrealista polonês Jacek Yerkas, conheça a obra aqui e aqui.

Segundo a Polish Genealogical Society of America (http://pgsa.org/), em troca de e-mails,  o nome Jablinski é raro e tem origem no centro-norte da Polônia. O nome era usado por homens, a versão feminina seria Jablinska. Ele vem da raiz "jablko", maçã. Um ancestral pode ter sido chamado Jablin, "o homem das maçãs", ou a família pode ter vindo de uma pequena fazenda ou assentamento chamado Jablo ou Jabliny ou algo similar, "lugar de maçãs".
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Para saber mais sobre sobrenomes poloneses clique aqui


Mapa daqui

A mãe de Willi, Bertha Emilie Kamann, nasceu em Culmsee, no Kreis Thorn, (veja no batismo de sua filha Meta, aqui).  Ela nasceu em 24 de agosto de 1861 e foi batizada em 8 de setembro de 1861, veja aqui. Era filha de Amelie Heise e Ferdinand Kamann, sobre quem falaremos em próximo artigo.



Provável foto de Bertha Emilie nos primeiros anos do séc. XX, pelo Atelier Max Fischer, de Berlim, mais sobre esse fotógrafo leia aqui. Repare no traje e no livro em sua mão. Acervo de Anke Jablinski.

Heinrich Jablinski e Bertha Emilie Kamann casaram dia 14 de julho de 1884, na Igreja Luterana Aldstadt,  Thorn, Prússia Oriental, a mesma igreja onde foram batizados todos os filhos.


Foto da anotação do casamento religioso de Heinrich e Bertha, a partir do microfilme SUD 245557.

Anuncio do casamento (provavelmente civil) do alfaiate Heinrich Jablinski e de Bertha Emilie Kamann, no jornal Thorner Presse de  03 de setembro de 1884, fl.4,veja aqui.



Heinrich e Bertha casaram no civil em Thorn (Tórun) em setembro de 1884, veja aqui, ano 1884, Registros de Casamento (Rejestry małżeństw) fls. 149 e 150.




A assinatura do casal na página seguinte:


Bertha faleceu em Berlim aos 66 anos de idade dia 01 de dezembro de 1927 (Berlin, cartório IX, reg
.nº 1734)  disponível no site Ancestry.com